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terça-feira, 15 de abril de 2014

Filosofando um pouco sobre céticos, cientistas, medicina e alienígenas

Seguindo minha linha de escrever posts em vez de emails para o nerdcast, encontrei mais este assunto.

Há muito tempo atrás escrevi um email sobre o nerdcast 369 "Profissão Médico" e não consegui fechar para enviar... Daí veio o episódio mais recente, 409 "Alienígenas do Passado" e me lembrei do primeiro email e resolvi ressucita-lo. Vou dividir aqui em duas partes.

PARTE 1 - Médicos

Scrubs. Melhor produção sobre medicina que reflete a realidade. Gostaria de ter visto o que os médicos do episódio teriam a dizer sobre ela... Pra quem nunca assistiu, recomendo pois é também uma das melhores sitcom jamais feitas!

E quando quiserem ter uma boa noção sobre a ciência consolidada das coisas, aconselho começar a ouvir o podcast Skeptics Guide to the Universe (ou SGU). Homeopatia é apenas uma, das chamadas pseudo-ciências, mais criticadas por eles e a página em português do wikipedia revela que a preocupação que eles têm com esta porcaria é bastante relevante. HOMEOPATIA NÃO É CIÊNCIA! E sim, o artigo sobre ciência em português também está completamente defasado. Comece pesquisando em inglês, com a mente aberta, e logo verá.

E não é inofensiva. Não pode ser bom só por que parece não fazer mal. Uma forma que isso faz efetivamente mal: as pessoas as vezes trocam a medicina por esse tipo de lixo, e morrem sem sequer tentar procedimentos básicos que certamente poderiam ter salvado a vida caso tivessem optado pela ciência. Outra forma: vacinas. Pessoas deixam de tomar vacina e terminam causando indiretamente a morte de outras que não podem tomar a vacina. Sim, pseudociência MATA!

Vou fazer uma comparação aqui, para ilustrar a forma que vejo isso tudo.

- Uma pessoa "normal" quando pesquisa no google, se chegar a pesquisar, creio que leva cerca de 1 minuto, incluindo olhar o primeiro link que clicar e dar uma lida por cima de tudo.

- Um nerd pesquisando um assunto que já conhece, gasta 5 ou 10 minutos. Talvez até 1 hora. Olha a origem do link antes de clicar e já tem alguma noção de evitar coisas evidentemente inúteis.

- Um auto denominado cético como o pessoal do podcast que recomendei, via de regra, gasta horas ou dias pesquisando um assunto antes de pensar em falar a respeito. E ainda assim, fala com precaução.

- Um cientista pode gastar a vida inteira para pesquisar 1 único assunto. E descobrir no final que era um beco sem saída. O bom cientista está preparado para lidar com isso e com a completa falta de "sucesso" na sua carreira inteira.

Nessa escala, eu diria que sou um nerd de baixo calão, dificilmente gasto mais que 10 minutos pesquisando um assunto e o pessoal do nerdcast talvez estaria entre "nerds" e "céticos", excluindo o Azaghal. Já os homeopatas? Se perderam no meio do caminho e ficaram flutuando por aí. Certamente gastaram um bom tempo em se formar, mas nunca em pesquisar um assunto a fundo suficiente. Ou se perderam em alguma falácia lógica mesmo.

PARTE 2 - Alienígenas

Um dos melhores exemplos de cientista que se perdeu em falácias lógicas foi citado no último podcast mencionado. Michio Kaku. Quando um cientista começa a falar fora da sua área geralmente dá merda mesmo. Longe de ser o único, talvez seja o mais proeminente que ainda não se converteu completamente para força escura da pseudociência, mas está no caminho e acredito não ter mais volta.

Eu costumo concordar muito mais com o Azaghal do que com o Alotoni, mas neste episódio não deu. Sei que precisa ter conflitos para manter a veia cômica e talvez o Azaghal desta vez estivesse falando só pra provocar isso mesmo. Nem alienígena nem sequer UFO não existem, dentro do nosso radar científico. Infelizmente. Da mesma forma que não existe homeopatia. Explico.

Tudo isso é formado por milhares de pessoas que se perderam nesse caminho da ciência. E ciência, se ainda não percebeu, não é nada fácil!!

Vamos começar do começo.
Ciência (do Latin scientia, traduzido por "conhecimento") é uma "empresa sistemática" que constrói e organiza conhecimento na forma de explicações testáveis e predições sobre o universo. Num significado mais antigo e muito próximo, "ciência" também se refere ao corpo de conhecimento em si, do tipo que pode ser racionalmente explicado e confiavelmente aplicado.
Uma das principais consequências desta definição é que um conhecimento científico precisa ser replicável. Mas já volto nisso. Tem aqui um vídeo excelente que mostra algo que você certamente imaginava que era simples, mas conforme vamos prestando atenção aos detalhes vemos que de simples tem nada. Qual é o "nível do mar"?


Qualquer detalhe perdido nisso, medirá o "nível do mar" de forma errada. Se você não estudar suficiente para fazer isso certo, vai errar! E deixar de estudar um assunto mais a fundo é tentador. É humano. Eu não tenho saco pra isso. Os poucos que tem, os cientistas sérios, fazem isso tudo. E depois, para saber se fizeram certo, colocam tudo que fizeram na comunidade, para ver se mais cientistas conseguem replicar os resultados. Quanto mais se replica e se confirma, mais força o estudo ganha. Foi assim com o Darwin.

E não é assim com homeopatia. Muito menos com qualquer um desses estudos sobre OVNI. Tem alguns links no episódio do nerdcast, como este do Richard Dolan. Rídiculo. Ele só tem relatos e se baseia nos relatos! Nada na ciência é baseado em relatos. Precisa replicar! E o estudo em si, precisa ser meticulosamente registrado. Por que um dos outros principios básicos da ciência é que nossa memória e todos outros nossos sentidos são extremamente falhos. Não vou nem detalhar este assunto aqui, mas são. Comece a registrar qualquer coisa que você faça depois tenta lembrar. Daí olha no registro. Vai ver que sua memória estava errada. É um teste simples que ninguém faz. E ela está errada não só por que nossa memória é fraca, mas também por que pode ter sido armazenada errada desde o começo, por ter visto uma ilusão ótica. Também pode ter sido misturada com falsas memórias. Etc.

Se algum dia um alíenigena vier a terra, encontrar alguém, dar Oi e ir embora e nada for filmado, algo como no filme E.T., a ciência jamais reonhecerá isso como uma evidência. Ela não é perfeita, é apenas a melhor ferramenta que temos para evoluir nossa tecnologia. E, graças a ela, é cada vez mais improvável que esse alien apareça por aqui sem ser filmado! Infelizmente, graças a ela também, é cada vez mais díficil aceitar sequer uma boa filmagem como sendo real - mas existem formas de identificar se um vídeo foi editado ou não.

Enfim, gostaria muito que o pessoal do nerdcast aproveitasse mais essa oportunidade que conseguiram criar em educar o povo brasileiro e talvez conseguir quebrar alguns paradigmas do conhecimento por aqui. Pra mim, este da ciência seria o mais importante deles.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sued Mes

Significa "acredite no que quiser".

Vem de uma expressao em ingles, "Dog On", que aprendi numa historia da disney e significa a mesma coisa.

sábado, 30 de outubro de 2010

votos nulos sufragados nao interferem no resultado, diz TSE

Por que não devemos votar nulo

Antes de tudo, tenho a natural aversão política que todos nós brasileiros somos treinados a ter. Não tenho medo dela. Acredito ser bem informado suficiente para isso. Mas também não sou especialista e jamais pretendo ser. Acho que quem faz política, por estranho que possa parecer, tem boa intenção em excesso. Excesso. "De boa intenção o inferno está cheio".

Assim como todo mundo, gosto de novidades. Quero ver o mundo melhorar quando está ruim, e talvez piorar quando está bom (e talvez não esteja bom há milênios). Mas desconfio que votar ou se candidatar nunca serviram para contribuir nessas mudanças.

Bem, clique no link do título. Sim, é um PDF, sinto muito. Mas leia. Entendeu algo?

Concordo que é complicado, mas me parece que o TSE tem uma forte tentativa de informar. Sair do linguajar complicado deles e tentar atingir o povo diretamente. Como disse, não sei se realmente é isso. Mas me parece bastante. Ao contrário da crença popular. Realmente prefiro acreditar que os 13 (na foto falta 1) do TSJ ao lado sejam somente infelizes que tentam balancear suas decisões superiores para o bem de todos. E sendo assim, fornecem sua pequena contribuição para manter essa massa humana no mesmo caminho de sempre. Sem maiores novidades. Nada pessoal. Eles apenas fazem parte do sistema. Eu também faço.

Aqui tem um outro link com palavras mais cotidianas. Mais fácil de entender, mas com muito menos credibilidade, ainda que certamente muito mais valor que meu blog de 17a categoria.

Resolvi na minha falta de sono de hoje de manhã tirar esta minha dúvida de uma vez por todas. Se realmente votar nulo é diferente de branco, e se realmente representa uma possibilidade de mudança mais imediata. Evidentemente, descobri que não.

E por que devemos votar nulo

Tradicionalmente eu simplesmente aceitaria isso e pararia de votar nulo. Mas aqui entra esta diferença no que sinto sobre a realidade... E a forma de pensar que existe em outros países termina me contaminando um pouco.

Diferente do que o povo deste país está acostumado, voto, em qualquer grau, como por exemplo num "abaixo assinado", não tem valor algum a menos que esteja sendo representado por gente disposta a brigar pelo que escreve. E, como todos nós sabemos, basicamente nenhum brasileiro é disposto a pegar em armas pra isso. Digo armas apenas como exemplo extremista. Somos um povo pacifista por natureza. Literalmente. Existem, claro, as excessões que simplesmente provam a regra.

E isso não é ruim ou bom, é apenas uma característica a se considerar.

Independente do que está escrito, é natural que se uma votação acabasse com um número significativo de votos nulos, a imprensa traria isso a tona. Num país diferente isso seria suficiente para uma revolução armada. Aqui, isso vai depender das relações da imprensa com o governo atual ou com o próximo, no caso das eleições. Afinal, neste país, a imprensa divide o mandato com o governo. Ou melhor, o comando. Não é?

Não.

Imprensa é reflexo do povo. Governo é feito pelo povo. Por todos nós. Isso é muito mais complicado de entender do que pode parecer. Não tenho a pretensão de explicar ou esclarecer. Aqui, apenas relato. Nem sei por que.

A verdade é que ninguém aqui dentro ou lá fora pode dizer ao certo o que aconteceria. O mais provável, claro, nada. Mas prefiro gastar meu "valioso" voto obrigatório nesta única possível tentativa de mudança mais brusca do que continuar na dancinha de milenios.

A bem da verdade, só acredito numa força capaz de trazer novidades eficazmente boas, e por isso continuo insistindo em investir minha vida na tecnologia. E agradeço a todos políticos e apolíticos que apoiem isso. Mesmo sem entender. Mesmo se só por fé.

Quanta baboseira junta pra vender o próprio peixe

Também acho. Desculpem. 1 hora escrevendo lixo me cansa também. Parei.

Só mais uma imagem clássica para economizar palavras e fechar o assunto:


terça-feira, 22 de junho de 2010

phones

Why do I have so many phone numbers?

I actually carry 2 or 3 mobile devices, and one of them got 2 chips, which receive calls from 2 different numbers. And they're still not enough to complete all my 6 active numbers. Not counting few other ones that are not active.

Well, there are few reasons, and the main one is not all that good: money. It's supposedly cheaper. Well, right now I'm in New Zealand and I blocked my main phone in Brazil because in this case it's way much cheaper. If I were to bring my number and be able to receive calls here, I'd have to pay about U$1 per minute of call received, and whoever is calling me is already paying very expensive brazilian mobile fees. It would cost me another dime for making local calls. And local calls in here, from land line to land line, are free!

Another reason: availability. Each company have a different reach and some places will not work with all of them. The absoute majority of the time, this is a lame excuse. I just don't go to those places all that often, or at all. I mostly stay in the same places, and they all have good signals from any given mobile company.

All in all those are kinda bad reasons. Maybe I just have difficulty letting go of things, like everyone else, and so I just kept summing up numbers in my attempt of finding a confortable situation. I probably should stick with just one, and I actually do have a main one and I am gradually using just that one device and one number.

Why do I even care all that much about this anyway? 5 years ago I hardly used mobiles, 10 years ago I badly knew about their existence and 15 years ago I were living just fine without trying to generate brain cancer (just mentioning some people believe that).

Over all those years I mostly communicate only with who lives in the same city anyway, except for my internet usage. And whoever need to reach me can certainly, with no harm, do it so on the interwebs while requesting my online presence through e-mail or SMS. Not like there are all that many people or reasons to do so, but it's just one more reason for me to dropping all that mobile extravagance.

Anyway, I just felt like writing about it, so here I am filling my blog with garbage once again. Eventually all those technology communication problems will go away with a better solution, and instead we will worry about water, some other future lacking resource, or some unforeseen yet to be known new issue that can fill our "precious" time in this planet.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

minha carreira

comecei fazendo coisas que adoro: programando em computadores, pesquisando novas tecnologias, estudando situacoes ineditas. la pra 1996 tive meu primeiro emprego em carteira, como estagiario num laboratorio de informatica. e ja estava desde entao tentando programar, mesmo sem necessidade.

10 anos depois, 2006, ja estava exaurido de programar. a carreira que eu tinha "escolhido" de programador ja estava ruim. nunca faltou trabalho nesta area, mas tem varias questoes. a primeira eh que nao consegui mais avancar: nem fazer coisas novas, nem ganhar mais... enfim, um grande nada. fiquei estagnado na mesma profissao por muito tempo e, pra piorar, sempre recebendo estimulos de que eu poderia fazer mais do que aquilo.

no meu caso sou o completo inverso desta imagempor "programador" entenda um trabalho semi-escravo sem horario de produzir linhas de codigo para programas, os softwares de computador que fazem os mesmos funcionarem. por demais vezes tambem requerem criatividade logica, mas por outras nem isso, pois ja esta tudo definido, so precisa fazer funcionar exatamente de um certo jeito. mesmo qdo requer a tal criatividade, eh para resolver problemas tecnicos repetitivos.

talvez por isso cansei de escrever como sei escrever, "direitinho" e bonitinho com maiusculas e acentos...

mas computacao e programacao sao coisas distintas. eu preciso variar independente de tudo, fazer outras coisas. mesmo assim, nunca reneguei computadores. continuo adorando e vou continuar na area mesmo sem trabalhar com isso.

a unica chance que vejo hoje de conseguir programar seria faze-lo de outra forma completamente diferente do que vinha fazendo, senao simplesmente nao consigo mais. meu corpo luta contra isso, e ja tive todos sintomas de que isso vinha me fazendo muito, mas muito mal mesmo.

saudades de uma vida mais tranquila, longe das megalopolessetembro passado foi a primeira vez na vida que viajei de ferias. passei este ano inteiro sem mexer com programacao. comecei a namorar pela primeira vez por mais de 1 mes, viajamos outras vezes juntos em fins de semana. nada disso "ajudou" meu cerebro permitir sequer se concentrar para programar. tentei por duas vezes focar so nisso, pude esquecer de todo resto. uma foi para coisas necessarias na empresa e outra para um projeto de jogos completamente desnecessario e que eu antigamente adoraria estar fazendo. foi tudo completamente em vao. nao saiu 1 linha de codigo.

nao me animo a programar o que todo mundo ja fez, faz, ou esta disposto a fazer. acho que se eu ainda for escrever algo somente sera na direcao de inteligencia artificial e singularidade. mas nao estou caminhando nesta area e no Brasil jamais teria suporte pra isso. pior nos EUA ou outro pais, onde estaria competindo com os melhores e no mundo. logo assumo que nao passa de mais um entre tantos outros devaneios que tenho.

clique para ampliar bastante!minha vontade continua sendo (desde crianca, qdo "sonhava" em fazer jogos) trabalhar com o que considero a ultima palavra em entretenimento e informacao. jogos eletronicos e filmes. talvez uma mistura dos dois que ainda nao existe e/ou nunca venha a existir. mas tambem nao vejo ainda um caminho pra conseguir fazer algo nesse sentido. afinal jamais consegui ganhar mais do que U$100 trabalhando em qualquer das duas areas. duvido muito que seja algo que vou poder fazer algum dia.

enquanto nao consigo fazer nada disso meu rumo continua sendo o da fadada "tecnologia da informacao" (nunca vi tantos Analistas de Sistemas antes) e ainda perigosamente muito proximo de programacao. afinal, quem esta contente com a propria carreira, ne?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

eli-ipsa

edicao 2010-11-29


Pois bem, como estava falando com o Fernando nos comentarios abaixo, vale uma revisao do texto. Nada alterei abaixo, mas hoje penso diferente do curso. Visitei la novamente. Eles mudaram de sede, aumentaram o espaco, mas continua a mesma coisa.

Diferente de antes, nao acho mais que seja uma experiencia valida para qualquer um. Digo ainda mais: foi uma experiencia que valeu pra mim provavelmente pelo momento que eu estava passando na vida onde procurava por confirmacoes do que eu pensava e vi que, pelo menos, tinha um monte de louco parecido. Entao na epoca me identifiquei muito com a filosofia pregada, tirando o fanatismo como ja disse. Mas eu mudo muito rapido e hoje ja nao me identifico quase nada.

Enfim, este post foi um ato falho. Qualquer dia escrevo um substituto e coloco um link aqui.

E como nao gosto de apagar o que escrevo, mantenho o original abaixo.


sábado, 24 de janeiro de 2009

quem sou

Sou afixionado por informação, comunicação e novidades. Perco a amizade mas não perco a piada, pois sei que amizade verdadeira não se perde. Acredito que o amor é tudo e nada, a palavra mais indefinida e ligada a definições erradas no pequeno dicionário de cada um.

Sempre me dediquei aos estudos e trabalho acima de qualquer outra coisa, por menos que pareça. Fiquei por diversas vezes doente com isso. Percebo isso há pouco tempo e estou tentando mudar.

Aprendo rápido. Por vezes rápido demais. Por outras, tão lerdo que a discrepância gera dúvidas e até desconfiança. Amigos e familiares tentam me entender em vão, e se afastam com receio do desconhecido. E termino sempre sozinho no fim do dia. Ainda que divida o quarto ou o colchão, estou sozinho.

Acredito na revolução tecnológica que está por vir. Consciência artificial da internet, desastres bíblicos, mal ou bem do milênio, algo parece estar próximo de acontecer em um único momento da década que vem. E não quero somente assistir, quero participar. Este é um dos meus objetivos mais distantes.

Ainda não encontrei meu lugar no tempo e meu momento no espaço atual. Este é só o meu objetivo mais imediato. Estou atualmente dando continuidade ao que a sociedade e meus contatos me levam a fazer. Aquilo que, geralmente, ninguém mais consegue fazer no meu lugar aqui e agora. E pra isso me pagam. Cada vez mais. E cada vez menos quero continuar com isso. Todos estão avisados, esperando uma decisão minha como se eu tivesse obrigação de me decidir pelo meu objetivo de vida.

Não tenho uma frase pela qual quero ser lembrado, muito menos uma palavra. Não encontrei ainda um que englobe todos outros. Pois busco o improvável. A novidade na comunicação que tantos querem. A nova informação para chegar lá. Respostas para perguntas que não se calam, e gritam cada vez mais. Ao mesmo tempo me pergunto, todo dia, se nesta tênue linha em que me equilibro estou trilhando o caminho da loucura ou da lucidez.

Talvez me falte, afinal, aquilo que mais quero hoje. Uma mulher capaz de me acompanhar, que tenha também sem saber, o mesmo objetivo que eu. E que me ajude a definir, focar e começar a construí-lo. Provavelmente uma estupidez minha. Se existir, é algo que não espero encontrar numa busca. Ainda assim busco. Me culpo por não ter encontrado ainda, por nunca ter tentado buscar antes. Talvez na tentativa aprenda algo que ainda me falte. E consiga ao mesmo tempo esquecer um pouco desse vazio que me preenche.

Afinal, continuo dando passos cautelosos, sabendo do pior que pode acontecer, mas esperando pelo melhor e já sem tanto medo de dar um passo em falso. Pois hoje consigo enxergar melhor no meio de tanta escuridão.

domingo, 4 de janeiro de 2009

_em razao

tenho muitos problemas de comunicacao, em me expressar, escolher as palavras certas. nem tanto em entender os outros, o dificil eh fazer com que me entendam. imagino, claro, que todo mundo se sinta assim em niveis diferentes. mas me parece que o meu caso eh mais grave. sinto como se pudesse entender qualquer pessoa, mas nao consigo fazer ninguem me entender. e as pessoas tem medo do que nao conseguem entender. fogem de mim, se afastam, mantem-se distantes.

bem, talvez o meu tambem nao esteja soh na comunicacao, nao sei. eh mais facil enxergar aos outros. ate por isso preciso de algo ou alguem que possa ajudar a me ver por dentro.

na verdade, acredito que ninguem possa ser esse alguem sempre. que a unica coisa que podemos sempre contar eh algo dentro de nos. e que cada um, e cada coisa, tambem nos ajudam, e um ao outro, no dia a dia.

mas a minha vontade ainda eh de viver num mundo que possa existir uma uniao maior, ainda que somente entre dois seres. no qual um possa sempre contar com o outro. provavelmente tenho essa vontade por que nasci incompleto mesmo, e faz parte da minha natureza essa busca. mas isso nao explica da onde vem a vontade, ou por que minha natureza eh assim.

me incomoda muito a tipica ideia simploria de que estamos vivos para aprender. aprender o que? pra que? evolucao? qualquer justificativa abre margem pra outra pergunta. ultimamente a vida nao tem proposito, apenas existe. e pode-se inventar nomes e motivos arbitrariamente, nenhum jamais explicaria.

a felicidade de uma crianca esta em aprender? nao, isso eh somente um sentimento agradavel de liberdade, de movimento, de evolucao. mas felicidade mesmo esta muito mais em nada saber, sentir o momento. ficar sempre sem se preocupar com passado ou futuro alem do necessario pro presente, ainda que sinta que existam de alguma forma. ainda que saiba o que pode ter sido, e o que pode vir a ser.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

uma chance

ela soh faz besteira. ela mesmo admite isso, frequentemente. o que torna tudo tanto pior. veio atras de mim, varias vezes. da ultima queria me namorar. parece que ainda quer. mas nao admite, nao assume, nao se dedica e principalmente nao demonstra.

eu sempre quis, nao tenho duvidas sobre quem sou ou o que quero. apenas tenho muita dificuldade em comunicar isso e me adaptar a uma sociedade hipocrita. sempre achei muito dificil encontrar palavras certas pra cada momento. pensando bem, eh facil entender como eh facil ser hipocrita.

hoje eu me comprometi a ir no trabalho. mas ontem o lider tecnico comentou que poderia nao precisar trabalhar neste fim de semana, e sumiu. eu terminei o que tinha pra fazer na 6a.f, sei que o projeto ainda nao esta finalizado. mas como ja disse antes, nao faco mais questao de dedicar todo meu tempo ao trabalho. e agora estou aqui em casa, sem saber o que faco ao certo, querendo simplesmente que as coisas funcionem.

no primeiro dia deste ano conversei brevemente com a minha entao ainda namorada, a mesma que continua fazendo muita besteira mesmo hoje, e disse que achava melhor romper. no fim ela perguntou se era isso mesmo que eu queria, eu perguntei o que ela queria, e acho que nada ficou muito bem definido. a unica coisa que eu havia pedido pra ela acredito que tenha feito. mas soh no sentido literal. nao entendeu o que eu queria, continuou distante, com medo de mim sem dizer ou mostrar por que.

na verdade, das ultimas vezes soh revelou que o medo eh que eu nao de a ela tudo o que ela quer. mimada. eu ja disse que nao faria mais isso, e nao fiz. mesmo assim, ela insiste em se aproximar. e se fugir de novo. isso eh frustrante, cansativo, irritante. mas ela continua sendo a unica garota que jamais insistiu tanto em se aproximar. soh por isso pude aprender, e ainda aprendo muito sobre eu mesmo. ela nada me ensina, mas a situacao, a circunstancia, a relacao gerada por essa aproximacao.

e, melhor ainda, esses problemas nao tem mais afetado minha performance no trabalho. pelo contrario, eh mantendo minha vida em um rapido movimento, todo dia, que consigo me animar a manter minha mao de obra em regime de semi escravidao. um pouco exagerado, eu sei, afinal fazem o melhor que podem pra me ajudar. mas aposto que sentem o mesmo com relacao aa empresa. mas, diferente de mim, se comprometeram e se prenderam ao servico de forma que fica dificil sair, por mais que queiram. talvez tenha uma certa inveja e muita incompreensao de como consigo ficar tao livre. nao me importa ficar sem dinheiro?

claro que importa. mas nao tanto.

dei pra ela uma ultima chance. ultima no sentido de mais uma. de que nao espero dar outra mais. mas nunca no sentido de que nao existe. pra mim, nao ha caminho sem volta. preciso encontrar uma expressao melhor, por que dar duas ultimas chances, realmente, soa estranho. mas dar mais uma parece que outras virao. e poderao nao vir. a garantia que tenho eh exatamente que nao espere por outra. vou passar a chamar de "uma chance".

mas, de tudo que sinto e quero, nao mais namoro ela. a vontade sempre vai existir. com ela e com varias outras garotas. preciso de pelo menos uma que me leve a serio. e estou cansado de correr atras. aprendi que meu papel social envolve dar a iniciativa, mas eh soh isso que farei daqui pra frente. pulei a fase de namorecos na minha vida assim como varias outras fases que nao precisei e nem devo precisar experenciar. nunca me atrairam. sao distracoes muito grandes e problematicas que podem custar uma vida inteira.

a chance que dei pra ela eh de mostrar vontade de verdade. preciso agora aprender a dar chances sem precisar me frustrar com o resultado. por que ja espero que ela vai continuar fazendo besteira. mas a esperanca, essa sim, eh a ultima.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Buscando um lugar

a primeira vez que parti pra buscar um lugar pra morar, encontrei um lugar otimo, ideal pra epoca, em 1 dia de procura, num jornal local, por conselho de quem ja morava por la. isso foi nos EUA, em NJ. morava em uma cidade e encontrei em outra. fechei o negocio no mesmo dia, se bem me lembro, e em 1 semana ja tinha me mudado, comprado cama, sofa e fui aos poucos ajeitando o resto com ajuda da recem chegada mae. o lugar eh relativamente caro, mas isso devido a estrutura necessaria, de aquecimento do ar e da agua, e a constante manutencao disso tudo. ainda assim, esta dentro do salario pago, em empregos faceis de encontrar. tudo direto com proprietario.

a segunda vez, ja de volta a Sao Paulo, foi catastrofico. nao soh nao tinha emprego, ou seja, condicoes de bancar um lugar, como nem me lembro mais por onde passei, mas sei que tive que ficar na casa de amigos e familiares. por fim, com ajuda de custo da mae, cerca de U$150 por mes, arrumei uma pensao proximo aa faculdade, depois de 1 semana de busca.

a terceira vez, em Piracicaba, foi pior ainda. passei 1 semana pra encontrar um lugar onde pudesse procurar uma pensao, depois de pesquisar em TODAS imobiliarias da cidade e desistir. 1 dia pra visitar as opcoes, e daih 1 ano pulando de uma pensao / republica pra outra pq nenhuma satisfazia minhas necessidades de cada momento em particular, e por que alugar um imovel era impensavel. eu tinha renda mais que suficiente, mas as imobiliarias exigem muito mais que isso, documentos que nada provam e apenas servem como um filtro arbitrario para uma virtual seguranca aos locadores de que o locatario ira cumprir com um acordo.

nada sequer proximo da facilidade da primeira vez. na qual aluguei um apartamento. pequeno, mas completo.

a quarta vez eh agora. faz 1 mes que estou procurando um lugar, desisti. fui 2 dias atras pra um lugar temporario ateh conseguir encontrar um lugar onde consiga ter um bom espaco. no fundo sei que aqui no Brasil essa possibilidade eh quase nula. basta olhar ao redor, entender um pouco de economia e ter uma visao global. ja sei que nao adianta imobiliaria, pois ja vi que sao equivalentes a de Piracicaba, e de nada ajudam, apesar de que em sampa parece existirem excessoes.

mas bem, eis como achei o lugar que vou ficar no proximo mes:
http://www.google.com/search?num=50&hl=en&q=site%3Acidadesaopaulo.olx.com.br+aluguel+mobiliado+banheiro+sao+paulo+-buscando+-procurando+-procuro

e aqui estao lugares que cogitei antes dessa decisao, misturado com lugares que ainda deverei cogitar:
http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&msid=116884700952940186749.0004356604683086b9cf9&ll=-23.598048,-46.715412&spn=0.019034,0.038581&z=15

em vermelho sao os pontos que trabalho / trabalharei ou ha possibilidade, sem contar tantos outros que ainda estao por vir. por isso, e pela dificuldade em ficar me mudando (que seria o ideal) preciso de um lugar meio central, o que tambem facilita o transporte. essa eh a parte simples, a localizacao eh soh isso.

em amarelo sao pensoes e vagas. em verde, apartamentos. em qualquer caso quero um lugar independente, organizado e arrumado, e sem qualquer burocracia. pode ser com imobiliaria contanto que seja um bom espaco pra dividir os custos, e aceite deposito. nao tenho nem pretendo buscar fiador. muito menos seguro fianca. procuro um lugar em que eu termine gastando no maximo 1 mil por mes sozinho, mas eh um valor que vou procurar dividir com mais alguem, ou muito talvez com outras 2 pessoas. nao sei se alguem consegue entender isso, nao eh tao simplorio qto pode parecer.

a diferenca da vida entre os dois paises que morei eh estrondosa, por inumeraveis motivos.

nao quero possuir imoveis, quero poder caminhar ate o trabalho, soh preciso de um lugar pra dormir que seja proximo. hoteis tem um preco inviavel per noite e a necessidade de roupas limpas torna dificil ateh mesmo isso. o custo total de nao ter um lugar fixo, e manter um bom padrao, deve se aproximar de R$4 mil por mes, contando com a necessidade de um carro somente para ter um lugar para deixar coisas basicas como roupa. sem carro, consegue baixar pra R$3 mil, mas a mobilidade desce e possibilita mudar somente 1 vez por mes. ter um lugar fixo, contudo, custa cerca de R$2 mil por mes, mas gasta-se uma quantidade de horas no transporte que pode sair caro, ja relativo ao suposto salario necessario pra sobreviver no primeiro caso. qualquer coisa abaixo disso, em sao paulo, requer um capital inicial, um investimento alheio alem do proprio, ou uma qualidade de vida bem baixa.

em paises melhores, tenho quase certeza de que o custo pros tres casos nao difere de forma significativa. pode-se ateh pensar num trailer, se for essa sua necessidade de trabalho.

bem... misturei muita coisa, escrevi demais sobre coisas nada praticas, e me ajudei um pouco a repensar o que estou fazendo, mas ja estou ha tempo demais devagando, e ja tem lixo demais escrito.

no fundo, pouco importa um lugar pra morar, minha busca nao eh tao pontual.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Grok

estava lah eu, tentando explicar uma pergunta que queria fazer pra um amigo psiquiatra, sobre o meu ocorrido no dia 5 de novembro de 2005.

lembrei de um momento de "epiphany" num episodio do Scrubs, com o Michael J Fox, e ao encontra-lo na wikipedia, terminei encontrando o termo ao ingles Grok e associando esse meu ocorrido a ele. termo este que foi pobremente traduzido para o portugues Grokar.

agora aqui estou tentando explicar exatamente o que me ocorreu, pela primeira vez, basicamente 2 anos depois. e ainda nao sei explicar, mas talvez o final do filme Amélie Poulain chegue bem perto do ocorrido.

terça-feira, 22 de maio de 2007

minhas crises ciclicas de saude

"eu ainda tenho certa vontade de, pelo menos, terminar aquilo que ficou inacabado da ultima vez, por que acho que nao faltava muita coisa, e por que odeio deixar coisas inacabadas... mas ao mesmo tempo eu sei como eh dificil definir um final satisfatorio para as coisas. e tem sido (talvez ainda mais) dificil tambem conseguir colocar vontade suficiente na minha cabeca para trabalhar com essas coisas sem me deixar doente de alguma forma. quero dizer, realmente nao sei o que anda acontecendo comigo."

acabei de escrever isso acima especificamente para um amigo, com respeito a um servico em especifico, e logo depois percebi como isso na verdade se aplica a basicamente todos servicos que jah fiz neste trabalho (programacao) que terminei me envolvendo meio sem querer (10 anos atras), por pensar que gostava disso. os poucos "projetos" que me lembro ter conseguido "terminar" para o "cliente" nao estavam terminados aos meus olhos. fica facil deduzir que o problema sou eu, entao. digo que tem um problema por que nao consigo fazer o que quero, nem sequer pelo menos o que acho que quero.

hoje faltei no trabalho por que fiquei durmindo por 16 horas desde 0h de "ontem". fiz isso por que ontem (segunda-feira) fiquei no trabalho com sono e nao consegui fazer muita coisa. talvez efetivas 2h de 9h que fiquei por lah. esta foi longe de ser a primeira vez e nao vejo perspectivas de ser a ultima. agora eu ia tentar durmir mais cedo, mas devido a falta de um ritmo devo terminar adormecendo efetivamente durmindo depois das 0h de novo (se conseguir pegar no sono ateh lah), apesar de ir pra cama quase 1h antes disso, e torcer para conseguir alem de acordar sem sono (por que, acordar, simplesmente, nao eh o problema) amanha cedo, ficar sem sono o resto do dia.

isso tudo coberto de tentativas de remedios e conselhos medicos, claro... apesar que soh a partir deste ano que fui atras de ver o que pode ser esse negocio de sono excessivo que me acontece jah ha pelo menos 7 anos. isso por que soh fui perceber agora de que poderia ser algo grave suficiente pra procurar ajuda. a maior dificuldade neste problema do sono, me parece, eh que ninguem leva muito a serio, soh por que nao estou sangrando, gritando de dor ou prestes a morrer. na verdade, tirando tratamentos medicos praticos e diretos, que envolvam cortes, lesoes, bacterias ou virus, nunca tive qualquer resultado procurando especialistas, e de longe jah fui buscar mais conselhos pelos outros motivos.

e falar de saude mental eh subjetivo demais, mas eh para o que todos me apontam, e isso de nada tem ajudado. eu acho que a ciencia de analisar a mente tem prioridades erradas, enquanto que a religiao tem objetivos errados (ambos assuntos poderiam render um livro cada). e se essa falta de feh em qualquer uma das duas fosse me trazer problemas, jah teria trazido muito antes, pois eu nunca a tive, e as duas suportam a hipotese de acontecer logo aos 7 anos de idade, talvez mais cedo.

com tudo isso, acho que desde que sai do colegio que nao tive mais a sensacao de ter terminado alguma coisa... e nao sei se sinto falta disso e eh algo que eu nao deveria buscar, se estou colocando metas impossiveis de terminar na pratica, nem se isso eh uma causa ou consequencia dos meus problemas de saude fisicos.

acho que ainda acredito que tenha alguma coisa em mim que uma vez resolvida, resolve o resto. mas fica dificil manter isso sabendo que provavelmente ninguem com mais de 30 anos de idade acredita nisso, supondo que todos tenham, tambem, algum problema de saude que ninguem consegue explicar.

sábado, 28 de abril de 2007

como vou?

Pra variar, o assunto do meu blog sou eu. Queria estar escrevendo meu livro, no qual falaria de tudo que penso sobre qualquer coisa, exceto eu mesmo... Afinal de contas, queria fazer isso como uma forma de apresentação, e não como uma forma de confissão. Quando decidi começar a escreve-lo foi, talvez, 1 semana antes de começarem meus problemas e desde então que não consigo continuar.

Não sei bem como as coisas estão comigo, sei que não estão bem. Na verdade, não fossem os problemas de saúde que to tendo, eu estaria levando a vida como sempre levei, e como ainda tento levar: um dia depois do outro. O meu dia a dia consistiria em trabalhar na área que já conheço, procurando atingir uma renda mínima (bem acima do normal da maioria e do atual, mas que eu considero ser uma média) e/ou diminuir essa necessidade de gastar tanto tempo tentando sobreviver, através de empregos entre outras coisas. Consistiria também de me distrair com outras coisas que gosto, como sempre fiz, diariamente, prioriatariamente. Nunca quis mais do que isso na vida. As vezes me engano com outras coisas, coisa que aconteceu bastante recentemente, mas no fundo só quero poder aproveitar o tempo que tenho.

De uns anos pra cá, eu tenho tido cada vez mais sintomas de que tem algo errado comigo. Dos sintomas já cansei de falar: estão em outros posts aqui neste blog (talvez exceto meu sono descontrolado). Desde 2001 (sono) isso atrapalha meu trabalho, desde 2006 ao ponto de que eu não consegui nem manter um emprego, e hoje, um pouco reduzido, continua afetando o novo trabalho que consegui arrumar, limita meu tempo livre, me faz parar para pensar nas coisas, procurar entender o que posso fazer para me resolver e termina me deixando desanimado pra fazer o que gosto. Apesar de eu adorar tecnologia e o que faço no trabalho é basicamente usar o que aprendi a fazer por realmente gostar disso, o trabalho é algo que considero, basicamente, limitante. Eu queria, e sei que tenho potencial, pra fazer muito mais.

A empresa na qual estou trabalhando hoje é a mais promissora que jamais estive, tem todas qualidades que eu gostaria numa empresa, realisticamente (ou seja, o mínimo do que eu realmente gostaria). O único problema é que é o mesmo salário que eu tinha em 2001, que mesmo então já não era suficiente. Mas pelo menos hoje sobra um pouco no final do mês, ao invés de faltar, já que estou sozinho. Ou seja, o quadro é totalmente otimista. Mesmo assim, não consigo me animar suficiente para não ter sono no trabalho, e gosto de pensar que não é por falta de tentar. Afinal de contas, estou evitando fazer qualquer coisa fora do trabalho que possa comprometer o meu horário, e a única coisa que eu sei que poderia estar fazendo a mais seria pensar no trabalho fora do horário também, coisa que eu não acho que compense pela natureza do trabalho (e respectiva recompensa).

Tive várias oportunidade de procurar ajuda médica, e com muito mais intensidade nos últimos 3 meses, com um plano de saúde, e pude incluir fazer alguns exames que nunca fiz antes, de sangue e urina (apesar que ainda não sei qual meu tipo de sangue). Contudo, a bem da verdade não lembro de jamais ter sentido melhora alguma nos meus problemas vinda da medicina, excessão feita a ferimentos físicos e explícitos. E este ano não foi diferente. Mesmo assim, continuo procurando... Talvez por falta de idéias. De tudo que consegui acumular de informação desses profissionais é que eu preciso de terapia. Um psicologo, talvez um psiquiatra.

É reconfortante pensar que tudo que preciso é de manter uma terapia profissional, mas das várias terapias que já fiz, quase uma dezena (estou contando os terapeutas não as sessões, que não forma muitas mesmo, mas diria que foi uma média de 5 sessões pra cada um), não consigo ver como isso pode me ajudar. Me pergunto qual a grande diferença entre um terapeuta e uma auto-análise prolongada, cercada de pessoas. Perguntei pra vários dos terapeutas se existia algum caso que ele/ela pudesse falar "pronto, você está curado, não precisa mais de terapia", e não tive nem uma positiva. Todos, contudo, me parecem dizer que cada caso é um caso, que todos têm seu nível de complexidade e que um diagnóstico preciso é muito difícil. Se eu vou precisar de terapia a minha vida toda, quem não precisa? E pra que, então, gastar um tempo que não quero e um dinheiro que não tenho com isso?

Eu realmente não preciso de alguém pra ficar escutando minhas reflexões, nem pra ficar tentando resolver meus problemas internos, afinal de contas, são problemas que só eu posso resolver, ou que, no mínimo, nossa comunicação é fraca demais para conseguir influenciar diretamente. Sinto que o melhor que eu conseguiria tirar de uma terapia seria um sentimento momentâneo de conforto, e isso é longe de ser suficiente pra mim. E se gasto tanto tempo escrevendo é por que sinto ser uma boa forma de refletir mas talvez principalmente por que me perguntam: "como está?", "como vai?", "está tudo bem?", e minha resposta tem sido "estou tentando", "vou pra onde dá", "não, mas dá pra enganar" e completando com "se quiser saber mais, posso falar" e daí aqui termino falando, quando consigo concentrar suficiente esforço num lugar só.

sábado, 1 de abril de 2006

de volta pro futuro

no meu caso, Brasil é onde está o meu futuro, e estou voltando hoje.

como sempre, planejamento de 1 mês e tudo deixado pro último dia. consegui fechar quase tudo, exceto arrumar meus dados do computador, e algum computador pra levar de volta. provavelmente isso tudo vem pro melhor, mas bem, tenho que sair daqui 3h pra pegar o avião.

amanhã às 6h da manhã chego no aeroporto onde o maluco do meu pai vai estar esperando com um carro emprestado.

basicamente tudo que eu tinha que envolva um computador vai ficar congelado, no mínimo, por 1 semana. provavelmente tão longo quanto 1 mês, onde deverei ter algum acesso diário a algum micro. talvez só daqui 6 meses consiga um micro de volta pra mim.

manterei este blog atualizado pra quem interessar além de mim mesmo. até mais!

domingo, 26 de março de 2006

por água à baixo, mas água pra cima!

já que o meu diário já foi por água a baixo e não durou nem 1 semana, pelo menos vou tentar manter alguma constância e eventuais diários espontâneos ainda.

e já que o assunto é água, e provavelmente o assunto mundial vai mudar de óleo petrificado (petroleo) pra água em algum momento neste século, acho compensa comentar um pouco o que penso a respeito desse líquido da vida da forma que conhecemos e que é tão abundantemente raro. sem muita exatidão nos números, mas com alguma precisão do que lembro, água no planeta terra tem uns dados de conhecimento popular, que estão geralmente corretos.

pra começar, a água é, basicamente, incolor. mas tem uma leve tendência azulada, dentro do nosso reduzido espectro de visão da luz, só que é mais comum ela "assumir" uma cor correspondente à sais dissolvidos nela ou ao ambiente ao redor. o efeito de tensão superficial e refração dificulta ver através da superfície, mas quanto mais "pura" for a água, mais fácil de ver através, dado que ela é transparente.

resolvi colocar o texto dentro do meu espaco wikipedia, fica melhor pra ler e sempre espero contar com contribuições que até agora nunca foram significativas, quando existiu alguma.

quarta-feira, 15 de março de 2006

domingo prolongado

desilusoes geram ilusoes para quem ainda tem esperanca. as utopias e ideias que nos movimentam, todos temos uma, de outra forma estariamos mortos. almejar conseguir por algo, uma casa, uma familia, um amigo, um amor, dinheiro, fama, fortuna... em diferentes niveis, ha sempre uma busca. e a realidade frequentemente mostra o quao dificil eh alcancar.

nada me aconteceu diferente desde domingo: fico em casa, estudando, durmindo, vivendo aos poucos, devagar e sempre com uma tentativa de nao exagerar nas precaucoes. as vezes espero e torco para que algo que plantei, cresca. e nao cresce. volto pra ver se precisa de algum reforco, mas parece que nem murchou, nem saiu do lugar. apenas permanece la a marca de que plantei, e nem sequer comecou a brotar.

plantei um pouco menos de 1 dezena de sementes, em poucos lugares, com poucos recursos e pouco "adubo". nao estou podendo aduba-las muito, no meio da seca. e nao sei em qual focar ainda. ateh agora nenhuma deu qualquer resultado pratico desejado, por mais que sei que as sementes sejam fortes, nao sei ainda qual o melhor lugar e momento para plantar.

uma apresenta um caminho mais "trilhavel" (tese de graduacao / doutorado), enquanto outra eh aparentemente mais simples (fazer um site "dwik"). acho que tenho tres ideias principais hoje e a terceira eh o "wikimark", o mais improvavel de acontecer, mas que possivelmente abriria caminhos para todas outras.

de todas ideias que ja escrevi, sementes que ja planejei no papel, elas estao listados, de uma forma ou de outra, em algum lugar da internet, entre google e wikimedia, e principalmente no meu profile do wikipedia, espalhados entre ingles ou portugues.

continuo progredindo lentamente em tentar entender melhor como fazer pelo menos uma funcionar, conseguir ter pelo menos um foco por um periodo de tempo, para depois partir pra proxima. nos ultimos dias tudo que tenho feito eh refletir a respeito, de dezenas de formas diferentes.