o link do titulo eh sobre a reclamacao que deu origem a este post. acho que desta vez nem vou colocar fotinhos...
sinceramente, eu preferia que nenhuma operadora existisse! talvez a melhor coisa para parar de me frustrar com os descabimentos desta cidade eu devesse afinal me mudar pra outra cidade ou pais, mas infelizmente isso nao eh tao facil quanto eu gostaria. entao ca estou, relatando mais um problema que gosto de crer que nao devia existir.
apesar dos esforcos, e eu admito que a Vivo, por tudo que observei, tem demonstrado bastante esforco em melhorar atendimento e suporte nos ultimos meses ao longo deste ultimo ano, ao contrario do que tenho visto na Claro e na TIM que, apesar dos melhores indices, parecem estarem piorando, todas elas sao ultimamente imprestaveis hoje. bela novidade pra quem mora aqui em sampa, ne? da Oi nem comento pq enquanto fui cliente no comeco do ano eles nao tinham sequer cobertura. pra quem nao conhece, existe tambem a Aeiou, a qual ainda deverei me aventurar eventualmente.
uma breve olhada no site reclameaqui revela que, realmente, operadora de telefone eh extremamente cobrada, e nenhuma consegue corresponder a expectativa minima basica. tambem no PROCON nenhuma operadora sai bem na fita, mas la o site da muito pouca informacao. basicamente existe so um PDF.
procuro me imaginar no lugar das pessoas que estao tentando fazer isso funcionar. ligar para reclamar com uma operadora eh incomparavelmente mais facil do que pra qualquer outra empresa. afinal a ligacao eh gratuita do proprio celular. o contato eh muito proximo, entao terminam surgindo muito mais questionamentos.
mas qual eh a dificuldade real em atender esses questionamentos? qual o grande problema de aumentar a transparencia? por que nao conseguem fazer sistemas automatizados que funcionem sem tantos problemas?
adoraria ter uma chance de trabalhar em uma empresa dessas e sentir de perto se nada pode ser feito mesmo, ou se eh pura negligencia / ignorancia. por que hoje nao consigo ver motivo algum, apesar de todos pesares, pra o servico ser tao ruim. sinceramente chego ate mesmo a acreditar que em 6 meses eu seria capaz de melhorar muito tudo isso, se tivesse a oportunidade pra tanto.
afinal, a sky demonstra que eh possivel ter um bom indice, entao deve ter algo que possa ser feito para fazer o sistema de atendimento e automatizacao das operadoras de telefonia funcionar direito.
por exemplo, tem muita informacao indisponivel pro atendente, sobre o cliente. tai o primeiro ponto a atacar: deixar tudo relacionado ao cliente disponivel pra qualquer atendente. melhorar o sistema de dados seria uma prioridade. outra sao as politicas de atendimento, ou o excesso de regras. o atendente geralmente nao pode fazer coisa alguma. desnecessario. se precisa de um filtro de triagem para eliminar clientes que gostam de reclamar a toa, otimo - basta aplicar o filtro a ESSES, nao a TODOS. novamente, sistema de dados.
outro ponto: protocolo de atendimento. muito bonito seguir o regulamento da ANATEL em ter um protocolo para cada atendimento para poder identificar cada conversa feita. mas isso deveria ser feito para evitar a necessidade de tantas reclamacoes repetidas, e eh algo que nao esta funcionando. os protocolos enviados por SMS deveriam conter um descritivo do que foi conversado e, da mesma forma, de novo, o sistema de dados deveria disponibilizar isso para o atendente. sempre. o codigo do protocolo eh o que menos interessa pras duas partes!
sao questoes tao basicas que simplesmente nao consigo entender o que acontece para serem completamente ignoradas e ultimamente desestimuladas. pelo menos eh o que me parece.
mais um ponto critico, tarifas. existe um valor ja fixado por minuto. claro que existe, eh basicamente toda fonte de renda e essencial saber qual esse valor para poder repassar pro cliente. mas ao enves de dizer qual o valor, inventam promocoes e diversas formas para enganar e, principalmente, tentar lucrar atravez da desinformacao. tentar nao, conseguir. mas ate que ponto esse lucro eh valido? a longo prazo, de que isso adianta? afinal, nao seria melhor lucrar fazendo o negocio direito sem confusao? nao diminuiria consideravelmente gastos com atendimento, juridico, consertando os problemas que isso causa? eu duvido muito que seja valido e acho que seria facil, tendo as contas em mao, demonstrar isso, e como lucrar mais tomando medidas que agradem os clientes. ate acredito que algumas pessoas busquem isso, e vejo as tentativas. mas por muitas vezes parece que sao medidas mais para continuar iludindo do que efetivamente melhorando.
talvez tambem isso seja culpa do ponto mais critico, funcionarios. os atendentes tem, frequentemente, medo de perder o emprego por fazerem algo "errado" como atender ao maximo 1 unico cliente. afinal, eles tem quotas e devem atender o maximo de clientes para reduzir o numero de nao-atendidos, como se isso fosse algo bom. ou talvez nao tenham quotas nem incentivo algum para atender direito. seja la o que for, a grande parte de todos, e olha que eu me comunico muito com varios de todas operadoras, e tenho uma paciencia que a maioria nao tem para ir ate o final, e nao me exalto em sair xingando ou indignado por falhas do sistema ou do atendente, sao completamente ineficazes. nao atendem a solicitacao que, no meu caso, eh sempre de algo que o sistema falha em fazer automaticamente ou nem tem a opcao. mas isso nao eh um problema que se resolve simplesmente tendo mais funcionarios, qualificando melhor ou pagando mais. precisa primeiro resolver todos pontos acima e depois ver qual seria o proximo gargalo.
ARCHIVE - OUTDATED BLOG - CHECK THE NEW!
(past description: mostly about technology and philosophy but also some personal news - even older one: infinite randomness)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
eli-ipsa
edicao 2010-11-29
Pois bem, como estava falando com o Fernando nos comentarios abaixo, vale uma revisao do texto. Nada alterei abaixo, mas hoje penso diferente do curso. Visitei la novamente. Eles mudaram de sede, aumentaram o espaco, mas continua a mesma coisa.
Diferente de antes, nao acho mais que seja uma experiencia valida para qualquer um. Digo ainda mais: foi uma experiencia que valeu pra mim provavelmente pelo momento que eu estava passando na vida onde procurava por confirmacoes do que eu pensava e vi que, pelo menos, tinha um monte de louco parecido. Entao na epoca me identifiquei muito com a filosofia pregada, tirando o fanatismo como ja disse. Mas eu mudo muito rapido e hoje ja nao me identifico quase nada.
Enfim, este post foi um ato falho. Qualquer dia escrevo um substituto e coloco um link aqui.
E como nao gosto de apagar o que escrevo, mantenho o original abaixo.
sábado, 3 de outubro de 2009
file copy
Computers have the distinct ability to keep information, not losing a tiny bit (or byte) of it. At least of what it can record, or recognize. A photo image is unique when printed in a piece of paper, or in a film. It has way more information than any single computer could save in a file. But, most of it doesn't matter to our eyes anyway and so just a little part of it is enough to store, and reproduce, and keep it recognizable for us.
To be able to do what I believe they do best, and store information for fast and fine tuned recovery, computers need to copy files. Make backups, spread the same info all over to make it redundant and therefore safe from losing.
This post is a question for every developer out there: why keep making copy applications based in anything else than rsync?
Still today, decades after computers started doing their thing, copying files is a hassle! Slow, conflicting, and untrusted whenever I try to copy anything that may take more than 10 seconds, from any given point A to point B, be it inside my own hard disk, to a pen drive, over the air, through the internet, etc, I will eventually get a corrupted file, a broken connection, or just unexplained slowness where there should be none.
Nothing of that ever happened when I've used rsync.
And it can be used for any kind of file copying. If a connection is broken, you can just continue from where it stopped, auto-magically. It never slows down for no reason, in fact you can choose to auto-compress files just to go through a slow connection a lot faster, using processor capabilities from both sides, which is a breeze for any PC/mac nowadays.
There's just one problem... There's no simple and good interface for it yet! The only one that works fine is the command line, and it's more limited than it could. It gets hard when you want to copy more than just one file or directory/folder.
So why, oh why even today is still so hard to just copy a file? Seems like computers may still have a long way to go.
To be able to do what I believe they do best, and store information for fast and fine tuned recovery, computers need to copy files. Make backups, spread the same info all over to make it redundant and therefore safe from losing.
This post is a question for every developer out there: why keep making copy applications based in anything else than rsync?
Still today, decades after computers started doing their thing, copying files is a hassle! Slow, conflicting, and untrusted whenever I try to copy anything that may take more than 10 seconds, from any given point A to point B, be it inside my own hard disk, to a pen drive, over the air, through the internet, etc, I will eventually get a corrupted file, a broken connection, or just unexplained slowness where there should be none.
Nothing of that ever happened when I've used rsync.
And it can be used for any kind of file copying. If a connection is broken, you can just continue from where it stopped, auto-magically. It never slows down for no reason, in fact you can choose to auto-compress files just to go through a slow connection a lot faster, using processor capabilities from both sides, which is a breeze for any PC/mac nowadays.
There's just one problem... There's no simple and good interface for it yet! The only one that works fine is the command line, and it's more limited than it could. It gets hard when you want to copy more than just one file or directory/folder.
So why, oh why even today is still so hard to just copy a file? Seems like computers may still have a long way to go.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
seems useless right now
in this format, this seems like just an added comments to any supported webpage. useless because this is not wiki, as it's not content anyone can edit, and it doesn't have wiki markups, neither is this "quick", to read. but it's a cool attempt, and i hope it evolves fast enough to survive and become useful.
in reference to: Google Sidewiki (view on Google Sidewiki)terça-feira, 29 de setembro de 2009
nostalgia ragnarok
neste post a maioria dos links sao parte integral do conteudo, diferente do que costumo fazer onde eles sao somente elucidativos.
estava eu fazendo minhas inutilidades do dia a dia e me deparei com videos de WoE (guerra do emperium), que seria o foco de um MMOG antigao que eu curti muito, o Ragnarok. sao videos que fiz a exemplo deste, que tem um dialogo entre eu e meu irmao um revoltado com o outro.
dai resolvi fazer uma busca no google pra ver o que mais encontrava desses tempos (em relacao ao jogo) e eis que a UNICA coisa que encontrei foi um topico de um camarada das antigas, o Sun (e varios links quebrados). ainda assim, foi mais do que eu esperava.
continuei buscando e outra coisa que achei por acaso foi uma imagem mostrando como comecou a InsanitY um dos maiores clans do bRO, o ragnarok brasileiro.
claro que o cara ja vinha com a ideia muito antes de falar comigo. mas eu tenho uma certa tendencia natural para funcionar de Watson nos bastidores das coisas. :D
e por fim me surpreendi em encontrar um topico mostrando o comeco disso tudo pra mim, no forum da hardmob. so hoje fui ver que eu ja tinha ate falado com pessoas que viria a encontrar so bem mais pra frente, neh GraveUypo?
maneiro relembrar... :)
alguem tem mais memorias relacionadas? :P
estava eu fazendo minhas inutilidades do dia a dia e me deparei com videos de WoE (guerra do emperium), que seria o foco de um MMOG antigao que eu curti muito, o Ragnarok. sao videos que fiz a exemplo deste, que tem um dialogo entre eu e meu irmao um revoltado com o outro.
dai resolvi fazer uma busca no google pra ver o que mais encontrava desses tempos (em relacao ao jogo) e eis que a UNICA coisa que encontrei foi um topico de um camarada das antigas, o Sun (e varios links quebrados). ainda assim, foi mais do que eu esperava.
continuei buscando e outra coisa que achei por acaso foi uma imagem mostrando como comecou a InsanitY um dos maiores clans do bRO, o ragnarok brasileiro.
claro que o cara ja vinha com a ideia muito antes de falar comigo. mas eu tenho uma certa tendencia natural para funcionar de Watson nos bastidores das coisas. :D
e por fim me surpreendi em encontrar um topico mostrando o comeco disso tudo pra mim, no forum da hardmob. so hoje fui ver que eu ja tinha ate falado com pessoas que viria a encontrar so bem mais pra frente, neh GraveUypo?
maneiro relembrar... :)
alguem tem mais memorias relacionadas? :P
sábado, 6 de junho de 2009
aniversario
so para variar, indo na onda da minha irma, resolvi agitar a festinha que ela arrumou.
eh no Corcoran, R. Afonso Bras, 657, dia 10, 4a.f proxima. comeca as 19h e vai ate fechar. quem quiser eh soh aparecer, a consumacao eh R$10. e prepare a voz.
eh no Corcoran, R. Afonso Bras, 657, dia 10, 4a.f proxima. comeca as 19h e vai ate fechar. quem quiser eh soh aparecer, a consumacao eh R$10. e prepare a voz.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
fala serio, corrente realiza desejo?
claro que nao!
por que tanta gente tem a ilusao de que esse tipo de coisa pode realizar desejos? sera que alguem realmente acredita que um computador pode fazer isso por elas?
sabe-se que na maioria eh uma brincadeira de mau gosto criada por criancas de qualquer idade que tem mais nada o que fazer e quer testar alguns limites. por outras vezes algum idiota credulo que as cria. talvez eu ja tenha sido a crianca ou o idiota que criou alguma coisa do genero tambem, eventualmente...
pura enganacao, obviamente e evidentemente.
mas com um fundo de verdade.
se a mente humana realmente for capaz de realizar desejos em algum nivel, fazer uma brincadeirinha logica ajuda a focar, relaxar e se concentar, ao final, no seu desejo. eh uma forma de meditacao.
para quem acredita, ha diversas formas de entender isso. para quem nao acredita, talvez esteja certo e nao existe mesmo magica nesse mundo. afinal, pra mim, magica eh simplesmente algo que acontece e nao sabemos explicar. e explicacoes dependem bastante do ponto de vista.
de qualquer forma, ha centenas de metodos melhores para meditar. que cada um busque o que mais lhe convem sem incomodar os outros com correntes bestas.
por que tanta gente tem a ilusao de que esse tipo de coisa pode realizar desejos? sera que alguem realmente acredita que um computador pode fazer isso por elas?
sabe-se que na maioria eh uma brincadeira de mau gosto criada por criancas de qualquer idade que tem mais nada o que fazer e quer testar alguns limites. por outras vezes algum idiota credulo que as cria. talvez eu ja tenha sido a crianca ou o idiota que criou alguma coisa do genero tambem, eventualmente...
pura enganacao, obviamente e evidentemente.
mas com um fundo de verdade.
se a mente humana realmente for capaz de realizar desejos em algum nivel, fazer uma brincadeirinha logica ajuda a focar, relaxar e se concentar, ao final, no seu desejo. eh uma forma de meditacao.
para quem acredita, ha diversas formas de entender isso. para quem nao acredita, talvez esteja certo e nao existe mesmo magica nesse mundo. afinal, pra mim, magica eh simplesmente algo que acontece e nao sabemos explicar. e explicacoes dependem bastante do ponto de vista.
de qualquer forma, ha centenas de metodos melhores para meditar. que cada um busque o que mais lhe convem sem incomodar os outros com correntes bestas.
sábado, 24 de janeiro de 2009
quem sou
Sou afixionado por informação, comunicação e novidades. Perco a amizade mas não perco a piada, pois sei que amizade verdadeira não se perde. Acredito que o amor é tudo e nada, a palavra mais indefinida e ligada a definições erradas no pequeno dicionário de cada um.
Sempre me dediquei aos estudos e trabalho acima de qualquer outra coisa, por menos que pareça. Fiquei por diversas vezes doente com isso. Percebo isso há pouco tempo e estou tentando mudar.
Aprendo rápido. Por vezes rápido demais. Por outras, tão lerdo que a discrepância gera dúvidas e até desconfiança. Amigos e familiares tentam me entender em vão, e se afastam com receio do desconhecido. E termino sempre sozinho no fim do dia. Ainda que divida o quarto ou o colchão, estou sozinho.
Acredito na revolução tecnológica que está por vir. Consciência artificial da internet, desastres bíblicos, mal ou bem do milênio, algo parece estar próximo de acontecer em um único momento da década que vem. E não quero somente assistir, quero participar. Este é um dos meus objetivos mais distantes.
Ainda não encontrei meu lugar no tempo e meu momento no espaço atual. Este é só o meu objetivo mais imediato. Estou atualmente dando continuidade ao que a sociedade e meus contatos me levam a fazer. Aquilo que, geralmente, ninguém mais consegue fazer no meu lugar aqui e agora. E pra isso me pagam. Cada vez mais. E cada vez menos quero continuar com isso. Todos estão avisados, esperando uma decisão minha como se eu tivesse obrigação de me decidir pelo meu objetivo de vida.
Não tenho uma frase pela qual quero ser lembrado, muito menos uma palavra. Não encontrei ainda um que englobe todos outros. Pois busco o improvável. A novidade na comunicação que tantos querem. A nova informação para chegar lá. Respostas para perguntas que não se calam, e gritam cada vez mais. Ao mesmo tempo me pergunto, todo dia, se nesta tênue linha em que me equilibro estou trilhando o caminho da loucura ou da lucidez.
Talvez me falte, afinal, aquilo que mais quero hoje. Uma mulher capaz de me acompanhar, que tenha também sem saber, o mesmo objetivo que eu. E que me ajude a definir, focar e começar a construí-lo. Provavelmente uma estupidez minha. Se existir, é algo que não espero encontrar numa busca. Ainda assim busco. Me culpo por não ter encontrado ainda, por nunca ter tentado buscar antes. Talvez na tentativa aprenda algo que ainda me falte. E consiga ao mesmo tempo esquecer um pouco desse vazio que me preenche.
Afinal, continuo dando passos cautelosos, sabendo do pior que pode acontecer, mas esperando pelo melhor e já sem tanto medo de dar um passo em falso. Pois hoje consigo enxergar melhor no meio de tanta escuridão.
Sempre me dediquei aos estudos e trabalho acima de qualquer outra coisa, por menos que pareça. Fiquei por diversas vezes doente com isso. Percebo isso há pouco tempo e estou tentando mudar.
Aprendo rápido. Por vezes rápido demais. Por outras, tão lerdo que a discrepância gera dúvidas e até desconfiança. Amigos e familiares tentam me entender em vão, e se afastam com receio do desconhecido. E termino sempre sozinho no fim do dia. Ainda que divida o quarto ou o colchão, estou sozinho.
Acredito na revolução tecnológica que está por vir. Consciência artificial da internet, desastres bíblicos, mal ou bem do milênio, algo parece estar próximo de acontecer em um único momento da década que vem. E não quero somente assistir, quero participar. Este é um dos meus objetivos mais distantes.
Ainda não encontrei meu lugar no tempo e meu momento no espaço atual. Este é só o meu objetivo mais imediato. Estou atualmente dando continuidade ao que a sociedade e meus contatos me levam a fazer. Aquilo que, geralmente, ninguém mais consegue fazer no meu lugar aqui e agora. E pra isso me pagam. Cada vez mais. E cada vez menos quero continuar com isso. Todos estão avisados, esperando uma decisão minha como se eu tivesse obrigação de me decidir pelo meu objetivo de vida.
Não tenho uma frase pela qual quero ser lembrado, muito menos uma palavra. Não encontrei ainda um que englobe todos outros. Pois busco o improvável. A novidade na comunicação que tantos querem. A nova informação para chegar lá. Respostas para perguntas que não se calam, e gritam cada vez mais. Ao mesmo tempo me pergunto, todo dia, se nesta tênue linha em que me equilibro estou trilhando o caminho da loucura ou da lucidez.
Talvez me falte, afinal, aquilo que mais quero hoje. Uma mulher capaz de me acompanhar, que tenha também sem saber, o mesmo objetivo que eu. E que me ajude a definir, focar e começar a construí-lo. Provavelmente uma estupidez minha. Se existir, é algo que não espero encontrar numa busca. Ainda assim busco. Me culpo por não ter encontrado ainda, por nunca ter tentado buscar antes. Talvez na tentativa aprenda algo que ainda me falte. E consiga ao mesmo tempo esquecer um pouco desse vazio que me preenche.
Afinal, continuo dando passos cautelosos, sabendo do pior que pode acontecer, mas esperando pelo melhor e já sem tanto medo de dar um passo em falso. Pois hoje consigo enxergar melhor no meio de tanta escuridão.
domingo, 11 de janeiro de 2009
pequeno relato
Só pra relatar que hoje deixei um presentinho pra alguém no trabalho. Espero que ela receba amanhã e algum dia perceba quem enviou. Assinei como "um admirador" e deixei minhas iniciais "CR", além de me "desculpar pela bagunça" de usar um papel meio usado. Talvez, se ela for parecida comigo, vai ficar curiosa e ir no google ver se encontra alguma pista, e talvez encontre aqui a resposta. Acho que não vai dar em nada, mas as vezes é divertido fazer tentativas esporádicas assim. :)
Durante a semana estive pensando no meu último filme predileto, I Heart Huckabees, e o quanto que me identifiquei, principalmente, com o casal de detetives existenciais. É quase exatamente o trabalho que quero fazer, e é algo bem parecido que quero fazer. Só não sei como começar. Não sei nem que nome dar, mas não quero que seja o mesmo nome. Não quero que seja a mesma coisa. Acho que a maior diferença é que não quero ter um escritório fixo.
Mas meu plano hoje ainda é terminar o projeto na Sterling, pro Santander, e quando terminar ter um pé de meia pra poder, em primeira hipótese, viajar pra Austrália. Espero poder conciliar isso com a elaboração da minha mais nova almejada profissão, e conseguinte iniciação. Até conseguir definir isso, manterei minha profissão atual, naturalmente.
Durante a semana estive pensando no meu último filme predileto, I Heart Huckabees, e o quanto que me identifiquei, principalmente, com o casal de detetives existenciais. É quase exatamente o trabalho que quero fazer, e é algo bem parecido que quero fazer. Só não sei como começar. Não sei nem que nome dar, mas não quero que seja o mesmo nome. Não quero que seja a mesma coisa. Acho que a maior diferença é que não quero ter um escritório fixo.
Mas meu plano hoje ainda é terminar o projeto na Sterling, pro Santander, e quando terminar ter um pé de meia pra poder, em primeira hipótese, viajar pra Austrália. Espero poder conciliar isso com a elaboração da minha mais nova almejada profissão, e conseguinte iniciação. Até conseguir definir isso, manterei minha profissão atual, naturalmente.
domingo, 4 de janeiro de 2009
_em razao
tenho muitos problemas de comunicacao, em me expressar, escolher as palavras certas. nem tanto em entender os outros, o dificil eh fazer com que me entendam. imagino, claro, que todo mundo se sinta assim em niveis diferentes. mas me parece que o meu caso eh mais grave. sinto como se pudesse entender qualquer pessoa, mas nao consigo fazer ninguem me entender. e as pessoas tem medo do que nao conseguem entender. fogem de mim, se afastam, mantem-se distantes.
bem, talvez o meu tambem nao esteja soh na comunicacao, nao sei. eh mais facil enxergar aos outros. ate por isso preciso de algo ou alguem que possa ajudar a me ver por dentro.
na verdade, acredito que ninguem possa ser esse alguem sempre. que a unica coisa que podemos sempre contar eh algo dentro de nos. e que cada um, e cada coisa, tambem nos ajudam, e um ao outro, no dia a dia.
mas a minha vontade ainda eh de viver num mundo que possa existir uma uniao maior, ainda que somente entre dois seres. no qual um possa sempre contar com o outro. provavelmente tenho essa vontade por que nasci incompleto mesmo, e faz parte da minha natureza essa busca. mas isso nao explica da onde vem a vontade, ou por que minha natureza eh assim.
me incomoda muito a tipica ideia simploria de que estamos vivos para aprender. aprender o que? pra que? evolucao? qualquer justificativa abre margem pra outra pergunta. ultimamente a vida nao tem proposito, apenas existe. e pode-se inventar nomes e motivos arbitrariamente, nenhum jamais explicaria.
a felicidade de uma crianca esta em aprender? nao, isso eh somente um sentimento agradavel de liberdade, de movimento, de evolucao. mas felicidade mesmo esta muito mais em nada saber, sentir o momento. ficar sempre sem se preocupar com passado ou futuro alem do necessario pro presente, ainda que sinta que existam de alguma forma. ainda que saiba o que pode ter sido, e o que pode vir a ser.
bem, talvez o meu tambem nao esteja soh na comunicacao, nao sei. eh mais facil enxergar aos outros. ate por isso preciso de algo ou alguem que possa ajudar a me ver por dentro.
na verdade, acredito que ninguem possa ser esse alguem sempre. que a unica coisa que podemos sempre contar eh algo dentro de nos. e que cada um, e cada coisa, tambem nos ajudam, e um ao outro, no dia a dia.
mas a minha vontade ainda eh de viver num mundo que possa existir uma uniao maior, ainda que somente entre dois seres. no qual um possa sempre contar com o outro. provavelmente tenho essa vontade por que nasci incompleto mesmo, e faz parte da minha natureza essa busca. mas isso nao explica da onde vem a vontade, ou por que minha natureza eh assim.
me incomoda muito a tipica ideia simploria de que estamos vivos para aprender. aprender o que? pra que? evolucao? qualquer justificativa abre margem pra outra pergunta. ultimamente a vida nao tem proposito, apenas existe. e pode-se inventar nomes e motivos arbitrariamente, nenhum jamais explicaria.
a felicidade de uma crianca esta em aprender? nao, isso eh somente um sentimento agradavel de liberdade, de movimento, de evolucao. mas felicidade mesmo esta muito mais em nada saber, sentir o momento. ficar sempre sem se preocupar com passado ou futuro alem do necessario pro presente, ainda que sinta que existam de alguma forma. ainda que saiba o que pode ter sido, e o que pode vir a ser.
sábado, 3 de janeiro de 2009
tarde, hora de mais trabalho
acordei tarde hoje, primeiro sabado de 2009.
ontem eu nao devia ter ido no trabalho, tinha coisa demais acumulado pra resolver em casa. mas havia me comprometido e nao consegui falar com ninguem, portanto fui. resolvi todos problemas que pude ver que estavam pendentes, o lider comentou que talvez nao precisasse vir no fim de semana se resolvesse um assunto. entao ficou tarde demais para procurar por mais problemas, os que tinham ja estavam encaminhados, o lider sumiu e nao atendia o telefone. terminei as rotinas do dia e fui embora pra casa. 20h da noite, havia chegado pouco depois de 9h da manha. nao tinha dormido direito ainda.
hoje consegui resolver algumas coisas, talvez tenha resolvido tambem um problema no computador intimamente relacionado com o trabalho. alias, este computador que eh "meu", mesmo em casa, soh uso pro trabalho, ou muito eventualmente pra assistir um filme, pra descansar ou colocar as ideias no lugar... pro trabalho.
eu dizia em outro periodico que nao faco magica. nao mesmo. se consigo trabalhar acima da media eh simplesmente por que gastei mais tempo estudando e pensando a respeito do que a media. tempo esse que nao eh valorizado. talvez tenha sido pura burrice minha ter gasto tanto tempo "estudando" ou "me aprimorando", ainda que eu tenha feito isso por gostar. assim como faco o trabalho. afinal, nao existe genialidade, existe somente dedicacao e falta de comunicacao / compreensao.
pois bem, na falta de comunicacao, apesar das poucas tentativas que fiz enquanto o lider nao fez nem uma, acredito que, talvez, hoje eu devia ter ido pro trabalho, ao enves de resolver problemas em casa, apenas para marcar presenca, e resolver um problema ou outro. nao sei se realmente era necessario, sei somente que nao me avisaram, nem me atenderam.
mas recebi pedidos do trabalho, extritamente profissionais e somente por e-mail encaminhado aos diretores, para realizar tarefas que nao sao essenciais nem urgentes. pelo contrario, ontem o senso de urgencia havia sumido. tarefas que tradicionalmente seriam deixadas para o horario comercial. me senti ameacado e quase larguei tudo para ir pro escritorio. pensei melhor, decidi relatar e deixar para ir domingo de manha, pois nao tenho facilidade alguma para fazer atendimentos assim de noite.
ainda nao tenho um contrato ou qualquer garantia legal de que receberei a minha parte do acordo no fim do mes. nem faco questao disso. apenas tenho a palavra de amigos que estao ausentes ou comecaram a se afastar. talvez cansaram de mim como sempre aconteceu nos trabalhos anteriores.
estou me sentindo mal com o rumo que isso tudo esta tomando.
espero sinceramente poder resolver essa confusao pois ainda que eu continue insatisfeito com a remuneracao quero deixar uma coisa bem clara:
agradeco do fundo do meu coracao a oportunidade que todos me deram, as demonstracoes de reconhecimento que pude observar. se ainda estou conseguindo me dedicar eh por que continuo agradecido por tudo.
e, como de costume, mais um longo texto que levei mais de 1h pra escrever, com pouca ou nenhuma edicao ou revisao.
ontem eu nao devia ter ido no trabalho, tinha coisa demais acumulado pra resolver em casa. mas havia me comprometido e nao consegui falar com ninguem, portanto fui. resolvi todos problemas que pude ver que estavam pendentes, o lider comentou que talvez nao precisasse vir no fim de semana se resolvesse um assunto. entao ficou tarde demais para procurar por mais problemas, os que tinham ja estavam encaminhados, o lider sumiu e nao atendia o telefone. terminei as rotinas do dia e fui embora pra casa. 20h da noite, havia chegado pouco depois de 9h da manha. nao tinha dormido direito ainda.
hoje consegui resolver algumas coisas, talvez tenha resolvido tambem um problema no computador intimamente relacionado com o trabalho. alias, este computador que eh "meu", mesmo em casa, soh uso pro trabalho, ou muito eventualmente pra assistir um filme, pra descansar ou colocar as ideias no lugar... pro trabalho.
eu dizia em outro periodico que nao faco magica. nao mesmo. se consigo trabalhar acima da media eh simplesmente por que gastei mais tempo estudando e pensando a respeito do que a media. tempo esse que nao eh valorizado. talvez tenha sido pura burrice minha ter gasto tanto tempo "estudando" ou "me aprimorando", ainda que eu tenha feito isso por gostar. assim como faco o trabalho. afinal, nao existe genialidade, existe somente dedicacao e falta de comunicacao / compreensao.
pois bem, na falta de comunicacao, apesar das poucas tentativas que fiz enquanto o lider nao fez nem uma, acredito que, talvez, hoje eu devia ter ido pro trabalho, ao enves de resolver problemas em casa, apenas para marcar presenca, e resolver um problema ou outro. nao sei se realmente era necessario, sei somente que nao me avisaram, nem me atenderam.
mas recebi pedidos do trabalho, extritamente profissionais e somente por e-mail encaminhado aos diretores, para realizar tarefas que nao sao essenciais nem urgentes. pelo contrario, ontem o senso de urgencia havia sumido. tarefas que tradicionalmente seriam deixadas para o horario comercial. me senti ameacado e quase larguei tudo para ir pro escritorio. pensei melhor, decidi relatar e deixar para ir domingo de manha, pois nao tenho facilidade alguma para fazer atendimentos assim de noite.
ainda nao tenho um contrato ou qualquer garantia legal de que receberei a minha parte do acordo no fim do mes. nem faco questao disso. apenas tenho a palavra de amigos que estao ausentes ou comecaram a se afastar. talvez cansaram de mim como sempre aconteceu nos trabalhos anteriores.
estou me sentindo mal com o rumo que isso tudo esta tomando.
espero sinceramente poder resolver essa confusao pois ainda que eu continue insatisfeito com a remuneracao quero deixar uma coisa bem clara:
agradeco do fundo do meu coracao a oportunidade que todos me deram, as demonstracoes de reconhecimento que pude observar. se ainda estou conseguindo me dedicar eh por que continuo agradecido por tudo.
e, como de costume, mais um longo texto que levei mais de 1h pra escrever, com pouca ou nenhuma edicao ou revisao.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
uma chance
ela soh faz besteira. ela mesmo admite isso, frequentemente. o que torna tudo tanto pior. veio atras de mim, varias vezes. da ultima queria me namorar. parece que ainda quer. mas nao admite, nao assume, nao se dedica e principalmente nao demonstra.
eu sempre quis, nao tenho duvidas sobre quem sou ou o que quero. apenas tenho muita dificuldade em comunicar isso e me adaptar a uma sociedade hipocrita. sempre achei muito dificil encontrar palavras certas pra cada momento. pensando bem, eh facil entender como eh facil ser hipocrita.
hoje eu me comprometi a ir no trabalho. mas ontem o lider tecnico comentou que poderia nao precisar trabalhar neste fim de semana, e sumiu. eu terminei o que tinha pra fazer na 6a.f, sei que o projeto ainda nao esta finalizado. mas como ja disse antes, nao faco mais questao de dedicar todo meu tempo ao trabalho. e agora estou aqui em casa, sem saber o que faco ao certo, querendo simplesmente que as coisas funcionem.
no primeiro dia deste ano conversei brevemente com a minha entao ainda namorada, a mesma que continua fazendo muita besteira mesmo hoje, e disse que achava melhor romper. no fim ela perguntou se era isso mesmo que eu queria, eu perguntei o que ela queria, e acho que nada ficou muito bem definido. a unica coisa que eu havia pedido pra ela acredito que tenha feito. mas soh no sentido literal. nao entendeu o que eu queria, continuou distante, com medo de mim sem dizer ou mostrar por que.
na verdade, das ultimas vezes soh revelou que o medo eh que eu nao de a ela tudo o que ela quer. mimada. eu ja disse que nao faria mais isso, e nao fiz. mesmo assim, ela insiste em se aproximar. e se fugir de novo. isso eh frustrante, cansativo, irritante. mas ela continua sendo a unica garota que jamais insistiu tanto em se aproximar. soh por isso pude aprender, e ainda aprendo muito sobre eu mesmo. ela nada me ensina, mas a situacao, a circunstancia, a relacao gerada por essa aproximacao.
e, melhor ainda, esses problemas nao tem mais afetado minha performance no trabalho. pelo contrario, eh mantendo minha vida em um rapido movimento, todo dia, que consigo me animar a manter minha mao de obra em regime de semi escravidao. um pouco exagerado, eu sei, afinal fazem o melhor que podem pra me ajudar. mas aposto que sentem o mesmo com relacao aa empresa. mas, diferente de mim, se comprometeram e se prenderam ao servico de forma que fica dificil sair, por mais que queiram. talvez tenha uma certa inveja e muita incompreensao de como consigo ficar tao livre. nao me importa ficar sem dinheiro?
claro que importa. mas nao tanto.
dei pra ela uma ultima chance. ultima no sentido de mais uma. de que nao espero dar outra mais. mas nunca no sentido de que nao existe. pra mim, nao ha caminho sem volta. preciso encontrar uma expressao melhor, por que dar duas ultimas chances, realmente, soa estranho. mas dar mais uma parece que outras virao. e poderao nao vir. a garantia que tenho eh exatamente que nao espere por outra. vou passar a chamar de "uma chance".
mas, de tudo que sinto e quero, nao mais namoro ela. a vontade sempre vai existir. com ela e com varias outras garotas. preciso de pelo menos uma que me leve a serio. e estou cansado de correr atras. aprendi que meu papel social envolve dar a iniciativa, mas eh soh isso que farei daqui pra frente. pulei a fase de namorecos na minha vida assim como varias outras fases que nao precisei e nem devo precisar experenciar. nunca me atrairam. sao distracoes muito grandes e problematicas que podem custar uma vida inteira.
a chance que dei pra ela eh de mostrar vontade de verdade. preciso agora aprender a dar chances sem precisar me frustrar com o resultado. por que ja espero que ela vai continuar fazendo besteira. mas a esperanca, essa sim, eh a ultima.
eu sempre quis, nao tenho duvidas sobre quem sou ou o que quero. apenas tenho muita dificuldade em comunicar isso e me adaptar a uma sociedade hipocrita. sempre achei muito dificil encontrar palavras certas pra cada momento. pensando bem, eh facil entender como eh facil ser hipocrita.
hoje eu me comprometi a ir no trabalho. mas ontem o lider tecnico comentou que poderia nao precisar trabalhar neste fim de semana, e sumiu. eu terminei o que tinha pra fazer na 6a.f, sei que o projeto ainda nao esta finalizado. mas como ja disse antes, nao faco mais questao de dedicar todo meu tempo ao trabalho. e agora estou aqui em casa, sem saber o que faco ao certo, querendo simplesmente que as coisas funcionem.
no primeiro dia deste ano conversei brevemente com a minha entao ainda namorada, a mesma que continua fazendo muita besteira mesmo hoje, e disse que achava melhor romper. no fim ela perguntou se era isso mesmo que eu queria, eu perguntei o que ela queria, e acho que nada ficou muito bem definido. a unica coisa que eu havia pedido pra ela acredito que tenha feito. mas soh no sentido literal. nao entendeu o que eu queria, continuou distante, com medo de mim sem dizer ou mostrar por que.
na verdade, das ultimas vezes soh revelou que o medo eh que eu nao de a ela tudo o que ela quer. mimada. eu ja disse que nao faria mais isso, e nao fiz. mesmo assim, ela insiste em se aproximar. e se fugir de novo. isso eh frustrante, cansativo, irritante. mas ela continua sendo a unica garota que jamais insistiu tanto em se aproximar. soh por isso pude aprender, e ainda aprendo muito sobre eu mesmo. ela nada me ensina, mas a situacao, a circunstancia, a relacao gerada por essa aproximacao.
e, melhor ainda, esses problemas nao tem mais afetado minha performance no trabalho. pelo contrario, eh mantendo minha vida em um rapido movimento, todo dia, que consigo me animar a manter minha mao de obra em regime de semi escravidao. um pouco exagerado, eu sei, afinal fazem o melhor que podem pra me ajudar. mas aposto que sentem o mesmo com relacao aa empresa. mas, diferente de mim, se comprometeram e se prenderam ao servico de forma que fica dificil sair, por mais que queiram. talvez tenha uma certa inveja e muita incompreensao de como consigo ficar tao livre. nao me importa ficar sem dinheiro?
claro que importa. mas nao tanto.
dei pra ela uma ultima chance. ultima no sentido de mais uma. de que nao espero dar outra mais. mas nunca no sentido de que nao existe. pra mim, nao ha caminho sem volta. preciso encontrar uma expressao melhor, por que dar duas ultimas chances, realmente, soa estranho. mas dar mais uma parece que outras virao. e poderao nao vir. a garantia que tenho eh exatamente que nao espere por outra. vou passar a chamar de "uma chance".
mas, de tudo que sinto e quero, nao mais namoro ela. a vontade sempre vai existir. com ela e com varias outras garotas. preciso de pelo menos uma que me leve a serio. e estou cansado de correr atras. aprendi que meu papel social envolve dar a iniciativa, mas eh soh isso que farei daqui pra frente. pulei a fase de namorecos na minha vida assim como varias outras fases que nao precisei e nem devo precisar experenciar. nunca me atrairam. sao distracoes muito grandes e problematicas que podem custar uma vida inteira.
a chance que dei pra ela eh de mostrar vontade de verdade. preciso agora aprender a dar chances sem precisar me frustrar com o resultado. por que ja espero que ela vai continuar fazendo besteira. mas a esperanca, essa sim, eh a ultima.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
manifesto ágil
Para quem sabe inglês, o site www.agilemanifesto.org tem 12 princípios excelentes sobre desenvolver software. E como programas, no fundo, são ferramentas utilizadas para resolver problemas (que muitas vezes antes do próprio aplicativo não existiam), eu diria que isso pode ser aplicado a qualquer coisa, mas isso já é um outro longo assunto.
Tentarei explicar em resumo...
- Individuals and interactions over processes and tools
Talvez o principal fundamento e que ainda estou tentando absorver. Só entendo que a interação entre os indivíduos deve acontecer a todo momento sendo a primeira prioridade. Mas acredito também que as ferramentas são essenciais para que isso aconteça, então não tenho certeza do que significa "processes and tools" aqui.
- Working software over comprehensive documentation
Vejo esse problema todo dia. Os membros do projeto se preocupam mais em documentar os problemas do que resolve-los. Mas aqui o manifesto fala mais especificamente sobre arquivos de ajuda, por exemplo. Uma interface simples e funcional dispensa uma documentação que explique como funciona.
- Customer collaboration over contract negotiation
Aqui sim fala sobre o problema de documentar problemas. Mais especificamente, gastar tempo negociando valores, tentando fechar prazos furados e projetos imprevisiveis. O foco poderia ser, por exemplo, o mesmo adotado na relação de empresa - funcionário: cria-se um ambiente colaborativo e simplesmente determina-se um custo periódico, que geralmente é mensal, mas recomendo semanal.
- Responding to change over following a plan
Conseqüência natural da idéia acima. O plano pode e até deve ser traçado, mas jamais assumido como um dogma. Define-se somente os aspectos gerais, e deixa os detalhes para serem ajustados no dia a dia. O mais importante é a dedicação em concluir. Pode-se dar estimativas, mas não se deve apertar prazos achando que isso dá resultado. Basta analisar tantos casos.
Tentarei explicar em resumo...
- Individuals and interactions over processes and tools
Talvez o principal fundamento e que ainda estou tentando absorver. Só entendo que a interação entre os indivíduos deve acontecer a todo momento sendo a primeira prioridade. Mas acredito também que as ferramentas são essenciais para que isso aconteça, então não tenho certeza do que significa "processes and tools" aqui.
- Working software over comprehensive documentation
Vejo esse problema todo dia. Os membros do projeto se preocupam mais em documentar os problemas do que resolve-los. Mas aqui o manifesto fala mais especificamente sobre arquivos de ajuda, por exemplo. Uma interface simples e funcional dispensa uma documentação que explique como funciona.
- Customer collaboration over contract negotiation
Aqui sim fala sobre o problema de documentar problemas. Mais especificamente, gastar tempo negociando valores, tentando fechar prazos furados e projetos imprevisiveis. O foco poderia ser, por exemplo, o mesmo adotado na relação de empresa - funcionário: cria-se um ambiente colaborativo e simplesmente determina-se um custo periódico, que geralmente é mensal, mas recomendo semanal.
- Responding to change over following a plan
Conseqüência natural da idéia acima. O plano pode e até deve ser traçado, mas jamais assumido como um dogma. Define-se somente os aspectos gerais, e deixa os detalhes para serem ajustados no dia a dia. O mais importante é a dedicação em concluir. Pode-se dar estimativas, mas não se deve apertar prazos achando que isso dá resultado. Basta analisar tantos casos.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
trabalho
Tem basicamente duas coisas com as quais estou ocupando meu tempo hoje, e a primeira é o trabalho. Desde o começo. Sempre que tive qualquer trabalho, foi essa minha prioridade.
O problema é que o trabalho não me prioriza da mesma forma. Hoje entendo isso, e acredito que ninguém consegue fazer isso simplesmente por que têm outras prioridades. Ninguém se importa tanto com trabalho. Por menos que pareça, até pra mim mesmo, eu sempre me importei mais do que os próprios donos de cada empresa.
Bem, por isso terminei buscando ter outras prioridades também. E a minha outra prioridade hoje está sendo meu conturbadíssimo namoro. Começou neste mês, com o primeiro e único beijo, e só vi ela 3 vezes desde então. A partir de hoje, pretendo dedicar cada vez mais tempo a isso, e cada vez menos tempo ao trabalho. Respeitando as 170 horas mensais.
Não existe mágica, não sou super dotado de poderes ou intelecto. Se acreditam que consigo produzir bem, não é por que possuo um dom. É simples organização. E consigo fazer isso com basicamente qualquer coisa. Contudo ainda tenho um grande problema em escrever textos mais sucintos. Isso por que escrever não é nem um pouco fácil, por mais que pareça.
Digo isso por que neste trabalho eu já disse desde o começo que não queria fazer linha de produção, programação. E disse isso por que me frustra fazer coisas que jamais serão efetivamente usadas. Me pedem pra fazer tanta coisa inútil, só por que consigo fazer... Tanta coisa que eu olho pra frente e não vejo futuro. Dá pra saber que não tem utilidade.
Mas pedem. E pagam pra ver. E estão pagando cada vez mais caro. E ainda não é suficiente pra me animar, por que os custos mais caros vêm juntos. Qualquer um com algum tempo no mercado sabe que salário maior não é sinônimo de ganho maior. E no meu caso o ganho é ainda mais díficil de ser concretizado, pois não tenho 1 centavo investido no meu nome.
Pode-se dizer que tudo que já tive, investi ao máximo no meu próprio intelecto. Mas isso ainda não surtiu rendimento. Felizmente, está começando a dar sinais.
Hoje, no trabalho, executei as tarefas que o líder técnico pediu. Não tenho um relatório da situação, mas tenho certeza que, assim como no meu primeiro dia de trabalho, minha produtividade hoje, e nos últimos dias, foi pelo menos o dobro do segundo melhor em produtividade da equipe. E ele é bom. Melhor que eu em vários aspectos.
O que quero fazer neste trabalho atual, na Sterling, é exatamente melhorar a forma como eu vejo que o trabalho é feito. E sei resolver problemas técnicos, mas preciso saber quais são. Preciso de acesso aos dados. Todo e qualquer dado da empresa. Infelizmente, já senti, e me frustrei, ao saber que isso não existe. Não está disponível. Ninguém quer informar. Sim, isso inclui principalmente movimentação de dinheiro. Não, não estou interessado em lucro. Nunca estive.
Vou tentar explicar meu conceito de dinheiro em poucas palavras...
Acredito que dinheiro é a principal base dos problemas de uma empresa não pela falta ou pelo excesso mas sim pela distonância de valores. O ganho de cada membro da costuma estar vinculado diretamente, e quase exclusivamente, com cada respectiva responsabilidade. Se pensar em dinheiro como um captador de recursos humanos, isso está relativamente correto. Mas a moeda é uma troca de bens materiais, desde o princípio, e o ser humano não é um bem material.
O erro no conceito traz conseqüências das mais diversas. E esse é um conceito extremamente díficil de entender, talvez pela simplicidade.
A abordagem tem que ser de transparência. Informações jamais devem ser escondidas, apenas organizadas. A comunicação entre qualquer membro deve ser irrestringível, mas não irrestrita. E para isso tudo já existem ferramentas que são subutilizadas na tecnologia da informação, incluindo o próprio sistema de mensagens. O exemplo simples é comparar o gmail com o resto, assim como o google com o resto dos sistemas de busca.
Quanto a isso falarei mais depois. A questão hoje foi começar a mudar, coincidentemente com o fim do ano, minha prioridade para com o trabalho. Isso vai implicar em reduzir minha produtividade mas é um custo com o qual eu posso arcar e ainda me manter nos padrões do mercado, e o valor que me pagam. Já que é isso que insistem em demonstrar que querem.
O problema é que o trabalho não me prioriza da mesma forma. Hoje entendo isso, e acredito que ninguém consegue fazer isso simplesmente por que têm outras prioridades. Ninguém se importa tanto com trabalho. Por menos que pareça, até pra mim mesmo, eu sempre me importei mais do que os próprios donos de cada empresa.
Bem, por isso terminei buscando ter outras prioridades também. E a minha outra prioridade hoje está sendo meu conturbadíssimo namoro. Começou neste mês, com o primeiro e único beijo, e só vi ela 3 vezes desde então. A partir de hoje, pretendo dedicar cada vez mais tempo a isso, e cada vez menos tempo ao trabalho. Respeitando as 170 horas mensais.
Não existe mágica, não sou super dotado de poderes ou intelecto. Se acreditam que consigo produzir bem, não é por que possuo um dom. É simples organização. E consigo fazer isso com basicamente qualquer coisa. Contudo ainda tenho um grande problema em escrever textos mais sucintos. Isso por que escrever não é nem um pouco fácil, por mais que pareça.
Digo isso por que neste trabalho eu já disse desde o começo que não queria fazer linha de produção, programação. E disse isso por que me frustra fazer coisas que jamais serão efetivamente usadas. Me pedem pra fazer tanta coisa inútil, só por que consigo fazer... Tanta coisa que eu olho pra frente e não vejo futuro. Dá pra saber que não tem utilidade.
Mas pedem. E pagam pra ver. E estão pagando cada vez mais caro. E ainda não é suficiente pra me animar, por que os custos mais caros vêm juntos. Qualquer um com algum tempo no mercado sabe que salário maior não é sinônimo de ganho maior. E no meu caso o ganho é ainda mais díficil de ser concretizado, pois não tenho 1 centavo investido no meu nome.
Pode-se dizer que tudo que já tive, investi ao máximo no meu próprio intelecto. Mas isso ainda não surtiu rendimento. Felizmente, está começando a dar sinais.
Hoje, no trabalho, executei as tarefas que o líder técnico pediu. Não tenho um relatório da situação, mas tenho certeza que, assim como no meu primeiro dia de trabalho, minha produtividade hoje, e nos últimos dias, foi pelo menos o dobro do segundo melhor em produtividade da equipe. E ele é bom. Melhor que eu em vários aspectos.
O que quero fazer neste trabalho atual, na Sterling, é exatamente melhorar a forma como eu vejo que o trabalho é feito. E sei resolver problemas técnicos, mas preciso saber quais são. Preciso de acesso aos dados. Todo e qualquer dado da empresa. Infelizmente, já senti, e me frustrei, ao saber que isso não existe. Não está disponível. Ninguém quer informar. Sim, isso inclui principalmente movimentação de dinheiro. Não, não estou interessado em lucro. Nunca estive.
Vou tentar explicar meu conceito de dinheiro em poucas palavras...
Acredito que dinheiro é a principal base dos problemas de uma empresa não pela falta ou pelo excesso mas sim pela distonância de valores. O ganho de cada membro da costuma estar vinculado diretamente, e quase exclusivamente, com cada respectiva responsabilidade. Se pensar em dinheiro como um captador de recursos humanos, isso está relativamente correto. Mas a moeda é uma troca de bens materiais, desde o princípio, e o ser humano não é um bem material.
O erro no conceito traz conseqüências das mais diversas. E esse é um conceito extremamente díficil de entender, talvez pela simplicidade.
A abordagem tem que ser de transparência. Informações jamais devem ser escondidas, apenas organizadas. A comunicação entre qualquer membro deve ser irrestringível, mas não irrestrita. E para isso tudo já existem ferramentas que são subutilizadas na tecnologia da informação, incluindo o próprio sistema de mensagens. O exemplo simples é comparar o gmail com o resto, assim como o google com o resto dos sistemas de busca.
Quanto a isso falarei mais depois. A questão hoje foi começar a mudar, coincidentemente com o fim do ano, minha prioridade para com o trabalho. Isso vai implicar em reduzir minha produtividade mas é um custo com o qual eu posso arcar e ainda me manter nos padrões do mercado, e o valor que me pagam. Já que é isso que insistem em demonstrar que querem.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
online vs offline
Why is google notebook a bad idea? That's how I got to this subject.
I'll try to be brief, at first...
CVS is the first form of controlling versioning system that I know of. Although I've never used it myself, I know it's old, and there's the "new" SVN, which is also outdated nowadays. I've tried using bazaar, and it seems nice, but smoething is still missing there. Dropbox, which I'm happily using across windows and linux, does have a CVS alike system, but I haven't really tried it. It's really promising, because it's the first one I've seem that can handle online and offline quite well. Why? Because it's simple and uses a lot of simple built-in technologies that new tools such as google notebook choose to ignore and forget that exist. Things like a user's file system and local storage (the first purpose of hard drive). Computers nowadays don't need HD if they're connected to the internet. But it's still really usefull to have your own offline box from time to time.
Wikipedia, by far, is the best online CVS i've seem. It's about perfect. But it's missing the offline part, and every issue that comes along with syncing those. rsync seems like a great tool to help with syncing issues but it lacks a decent GUI. And that's a big down. JFileSync does most of the job, although not as powerfull as rsync, it's portable. Supposedly. I can't make it work flawless on linux.
Well... With all that, I'm trying to find a solution where all that is merged, and working. Not a merged tool, I hate Microsoft for insisting on doing that kind of thing. A merged solution. It's something that can integrate many tools or not. That depends on the needs, and on what's already done, with solid background and/or functionality. Well designed tools which were sucessfully applied without trying to be a freaking swiss-knife-army, such as Microsoft Word or even Windows. Or even google notebook.
By the way, I've loved notebook for quite a while for its usefulness and simplicity, but after some considerations, it's google turning same wrong sideway ms did a while ago.
I'll try to be brief, at first...
CVS is the first form of controlling versioning system that I know of. Although I've never used it myself, I know it's old, and there's the "new" SVN, which is also outdated nowadays. I've tried using bazaar, and it seems nice, but smoething is still missing there. Dropbox, which I'm happily using across windows and linux, does have a CVS alike system, but I haven't really tried it. It's really promising, because it's the first one I've seem that can handle online and offline quite well. Why? Because it's simple and uses a lot of simple built-in technologies that new tools such as google notebook choose to ignore and forget that exist. Things like a user's file system and local storage (the first purpose of hard drive). Computers nowadays don't need HD if they're connected to the internet. But it's still really usefull to have your own offline box from time to time.
Wikipedia, by far, is the best online CVS i've seem. It's about perfect. But it's missing the offline part, and every issue that comes along with syncing those. rsync seems like a great tool to help with syncing issues but it lacks a decent GUI. And that's a big down. JFileSync does most of the job, although not as powerfull as rsync, it's portable. Supposedly. I can't make it work flawless on linux.
Well... With all that, I'm trying to find a solution where all that is merged, and working. Not a merged tool, I hate Microsoft for insisting on doing that kind of thing. A merged solution. It's something that can integrate many tools or not. That depends on the needs, and on what's already done, with solid background and/or functionality. Well designed tools which were sucessfully applied without trying to be a freaking swiss-knife-army, such as Microsoft Word or even Windows. Or even google notebook.
By the way, I've loved notebook for quite a while for its usefulness and simplicity, but after some considerations, it's google turning same wrong sideway ms did a while ago.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Buscando um lugar
a primeira vez que parti pra buscar um lugar pra morar, encontrei um lugar otimo, ideal pra epoca, em 1 dia de procura, num jornal local, por conselho de quem ja morava por la. isso foi nos EUA, em NJ. morava em uma cidade e encontrei em outra. fechei o negocio no mesmo dia, se bem me lembro, e em 1 semana ja tinha me mudado, comprado cama, sofa e fui aos poucos ajeitando o resto com ajuda da recem chegada mae. o lugar eh relativamente caro, mas isso devido a estrutura necessaria, de aquecimento do ar e da agua, e a constante manutencao disso tudo. ainda assim, esta dentro do salario pago, em empregos faceis de encontrar. tudo direto com proprietario.
a segunda vez, ja de volta a Sao Paulo, foi catastrofico. nao soh nao tinha emprego, ou seja, condicoes de bancar um lugar, como nem me lembro mais por onde passei, mas sei que tive que ficar na casa de amigos e familiares. por fim, com ajuda de custo da mae, cerca de U$150 por mes, arrumei uma pensao proximo aa faculdade, depois de 1 semana de busca.
a terceira vez, em Piracicaba, foi pior ainda. passei 1 semana pra encontrar um lugar onde pudesse procurar uma pensao, depois de pesquisar em TODAS imobiliarias da cidade e desistir. 1 dia pra visitar as opcoes, e daih 1 ano pulando de uma pensao / republica pra outra pq nenhuma satisfazia minhas necessidades de cada momento em particular, e por que alugar um imovel era impensavel. eu tinha renda mais que suficiente, mas as imobiliarias exigem muito mais que isso, documentos que nada provam e apenas servem como um filtro arbitrario para uma virtual seguranca aos locadores de que o locatario ira cumprir com um acordo.
nada sequer proximo da facilidade da primeira vez. na qual aluguei um apartamento. pequeno, mas completo.
a quarta vez eh agora. faz 1 mes que estou procurando um lugar, desisti. fui 2 dias atras pra um lugar temporario ateh conseguir encontrar um lugar onde consiga ter um bom espaco. no fundo sei que aqui no Brasil essa possibilidade eh quase nula. basta olhar ao redor, entender um pouco de economia e ter uma visao global. ja sei que nao adianta imobiliaria, pois ja vi que sao equivalentes a de Piracicaba, e de nada ajudam, apesar de que em sampa parece existirem excessoes.
mas bem, eis como achei o lugar que vou ficar no proximo mes:
http://www.google.com/search?num=50&hl=en&q=site%3Acidadesaopaulo.olx.com.br+aluguel+mobiliado+banheiro+sao+paulo+-buscando+-procurando+-procuro
e aqui estao lugares que cogitei antes dessa decisao, misturado com lugares que ainda deverei cogitar:
http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&msid=116884700952940186749.0004356604683086b9cf9&ll=-23.598048,-46.715412&spn=0.019034,0.038581&z=15
em vermelho sao os pontos que trabalho / trabalharei ou ha possibilidade, sem contar tantos outros que ainda estao por vir. por isso, e pela dificuldade em ficar me mudando (que seria o ideal) preciso de um lugar meio central, o que tambem facilita o transporte. essa eh a parte simples, a localizacao eh soh isso.
em amarelo sao pensoes e vagas. em verde, apartamentos. em qualquer caso quero um lugar independente, organizado e arrumado, e sem qualquer burocracia. pode ser com imobiliaria contanto que seja um bom espaco pra dividir os custos, e aceite deposito. nao tenho nem pretendo buscar fiador. muito menos seguro fianca. procuro um lugar em que eu termine gastando no maximo 1 mil por mes sozinho, mas eh um valor que vou procurar dividir com mais alguem, ou muito talvez com outras 2 pessoas. nao sei se alguem consegue entender isso, nao eh tao simplorio qto pode parecer.
a diferenca da vida entre os dois paises que morei eh estrondosa, por inumeraveis motivos.
nao quero possuir imoveis, quero poder caminhar ate o trabalho, soh preciso de um lugar pra dormir que seja proximo. hoteis tem um preco inviavel per noite e a necessidade de roupas limpas torna dificil ateh mesmo isso. o custo total de nao ter um lugar fixo, e manter um bom padrao, deve se aproximar de R$4 mil por mes, contando com a necessidade de um carro somente para ter um lugar para deixar coisas basicas como roupa. sem carro, consegue baixar pra R$3 mil, mas a mobilidade desce e possibilita mudar somente 1 vez por mes. ter um lugar fixo, contudo, custa cerca de R$2 mil por mes, mas gasta-se uma quantidade de horas no transporte que pode sair caro, ja relativo ao suposto salario necessario pra sobreviver no primeiro caso. qualquer coisa abaixo disso, em sao paulo, requer um capital inicial, um investimento alheio alem do proprio, ou uma qualidade de vida bem baixa.
em paises melhores, tenho quase certeza de que o custo pros tres casos nao difere de forma significativa. pode-se ateh pensar num trailer, se for essa sua necessidade de trabalho.
bem... misturei muita coisa, escrevi demais sobre coisas nada praticas, e me ajudei um pouco a repensar o que estou fazendo, mas ja estou ha tempo demais devagando, e ja tem lixo demais escrito.
no fundo, pouco importa um lugar pra morar, minha busca nao eh tao pontual.
a segunda vez, ja de volta a Sao Paulo, foi catastrofico. nao soh nao tinha emprego, ou seja, condicoes de bancar um lugar, como nem me lembro mais por onde passei, mas sei que tive que ficar na casa de amigos e familiares. por fim, com ajuda de custo da mae, cerca de U$150 por mes, arrumei uma pensao proximo aa faculdade, depois de 1 semana de busca.
a terceira vez, em Piracicaba, foi pior ainda. passei 1 semana pra encontrar um lugar onde pudesse procurar uma pensao, depois de pesquisar em TODAS imobiliarias da cidade e desistir. 1 dia pra visitar as opcoes, e daih 1 ano pulando de uma pensao / republica pra outra pq nenhuma satisfazia minhas necessidades de cada momento em particular, e por que alugar um imovel era impensavel. eu tinha renda mais que suficiente, mas as imobiliarias exigem muito mais que isso, documentos que nada provam e apenas servem como um filtro arbitrario para uma virtual seguranca aos locadores de que o locatario ira cumprir com um acordo.
nada sequer proximo da facilidade da primeira vez. na qual aluguei um apartamento. pequeno, mas completo.
a quarta vez eh agora. faz 1 mes que estou procurando um lugar, desisti. fui 2 dias atras pra um lugar temporario ateh conseguir encontrar um lugar onde consiga ter um bom espaco. no fundo sei que aqui no Brasil essa possibilidade eh quase nula. basta olhar ao redor, entender um pouco de economia e ter uma visao global. ja sei que nao adianta imobiliaria, pois ja vi que sao equivalentes a de Piracicaba, e de nada ajudam, apesar de que em sampa parece existirem excessoes.
mas bem, eis como achei o lugar que vou ficar no proximo mes:
http://www.google.com/search?num=50&hl=en&q=site%3Acidadesaopaulo.olx.com.br+aluguel+mobiliado+banheiro+sao+paulo+-buscando+-procurando+-procuro
e aqui estao lugares que cogitei antes dessa decisao, misturado com lugares que ainda deverei cogitar:
http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&msid=116884700952940186749.0004356604683086b9cf9&ll=-23.598048,-46.715412&spn=0.019034,0.038581&z=15
em vermelho sao os pontos que trabalho / trabalharei ou ha possibilidade, sem contar tantos outros que ainda estao por vir. por isso, e pela dificuldade em ficar me mudando (que seria o ideal) preciso de um lugar meio central, o que tambem facilita o transporte. essa eh a parte simples, a localizacao eh soh isso.
em amarelo sao pensoes e vagas. em verde, apartamentos. em qualquer caso quero um lugar independente, organizado e arrumado, e sem qualquer burocracia. pode ser com imobiliaria contanto que seja um bom espaco pra dividir os custos, e aceite deposito. nao tenho nem pretendo buscar fiador. muito menos seguro fianca. procuro um lugar em que eu termine gastando no maximo 1 mil por mes sozinho, mas eh um valor que vou procurar dividir com mais alguem, ou muito talvez com outras 2 pessoas. nao sei se alguem consegue entender isso, nao eh tao simplorio qto pode parecer.
a diferenca da vida entre os dois paises que morei eh estrondosa, por inumeraveis motivos.
nao quero possuir imoveis, quero poder caminhar ate o trabalho, soh preciso de um lugar pra dormir que seja proximo. hoteis tem um preco inviavel per noite e a necessidade de roupas limpas torna dificil ateh mesmo isso. o custo total de nao ter um lugar fixo, e manter um bom padrao, deve se aproximar de R$4 mil por mes, contando com a necessidade de um carro somente para ter um lugar para deixar coisas basicas como roupa. sem carro, consegue baixar pra R$3 mil, mas a mobilidade desce e possibilita mudar somente 1 vez por mes. ter um lugar fixo, contudo, custa cerca de R$2 mil por mes, mas gasta-se uma quantidade de horas no transporte que pode sair caro, ja relativo ao suposto salario necessario pra sobreviver no primeiro caso. qualquer coisa abaixo disso, em sao paulo, requer um capital inicial, um investimento alheio alem do proprio, ou uma qualidade de vida bem baixa.
em paises melhores, tenho quase certeza de que o custo pros tres casos nao difere de forma significativa. pode-se ateh pensar num trailer, se for essa sua necessidade de trabalho.
bem... misturei muita coisa, escrevi demais sobre coisas nada praticas, e me ajudei um pouco a repensar o que estou fazendo, mas ja estou ha tempo demais devagando, e ja tem lixo demais escrito.
no fundo, pouco importa um lugar pra morar, minha busca nao eh tao pontual.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Desempregado
Estou há 8 meses desempregado, e fazem 2 meses que isso começou a pesar. Muito. Estou até mesmo cogitando pegar um trabalho das 05h às 12h da manhã, em um call center (Tellus), que paga R$450. Estaria ganhando menos, pra não dizer "insuficiente", e gastando mais tempo que no meu primeiro emprego, em 1996, como auxiliar num laboratório de informática. Completa falta de opção. Neste serviço eu certamente estaria entediado desde o primeiro minuto.
Milagrosamente, recebi um telefonema oferecendo uma vaga que eu vinha procurando há algum tempo, de Coordenador em Tecnologia da Informação, e tive uma leve esperança de que poderia dar certo, seguida da usual expectativa de que seria provavelmente no máximo mais um processo seletivo em vão. Eu estive em cerca de uma dúzia desses desde o ano passado, quando fiz um da Catho, para trabalhar na mesma. E não deu outra. Desta vez consegui um motivo, sem querer: supostamente fui descartado por receio de que eu pudesse durar pouco no cargo, já que "meu objetivo era outro". Nem eu sei ao certo meu objetivo ainda, mas o selecionador sabia. Agora eu sei que eu tinha boas chances de me encaixar direitinho no perfil, isso pouco importa, apesar dele aparentemente compartilhar minha opinião nisso.
Todos trabalhos que já tive até hoje foram por indicação direta ou o empregador entrou em contato direto comigo, através do meu currículo ou qualquer outro meio, sem um processo seletivo, sem uma pessoa no meio tentando filtrar dezenas de candidatos para uma vaga. Eu nunca passei nesses processos. E já passei na FUVEST, assim como sei que posso passar em qualquer teste técnico a que me propuser. Por que não consigo então passar das "dinâmicas em grupo"?
Logo, me perguntando por que, parece que o problema não está, afinal, em mim... É simplesmente um jogo de mentiras que, assim como um namoro, eu nunca me propus a aprender a jogar. A sinceridade é detectada e vista como um ponto negativo, pois alguém que não é sincero não vai citar pontos que não sejam atraentes aos olhos de quem quer que esteja julgando e procurando problemas. Encontrar um problema não é visto como "bom, pelo menos eu sei um pouco melhor com o que estou lidando" mas sim ingenuamente como "xi, este não é perfeito, próximo candidato".
Nessas horas eu gostaria muito de trabalhar em um cargo de selecionar pessoas só para entender melhor como pode ser feito de forma tão errada... Torcendo para que não seja "só isso". Não que seja um problema simples de resolver, mas certamente criar tramas para fingir que está resolvido não ajuda mais que atrapalha, no final das contas, a empresa.
Milagrosamente, recebi um telefonema oferecendo uma vaga que eu vinha procurando há algum tempo, de Coordenador em Tecnologia da Informação, e tive uma leve esperança de que poderia dar certo, seguida da usual expectativa de que seria provavelmente no máximo mais um processo seletivo em vão. Eu estive em cerca de uma dúzia desses desde o ano passado, quando fiz um da Catho, para trabalhar na mesma. E não deu outra. Desta vez consegui um motivo, sem querer: supostamente fui descartado por receio de que eu pudesse durar pouco no cargo, já que "meu objetivo era outro". Nem eu sei ao certo meu objetivo ainda, mas o selecionador sabia. Agora eu sei que eu tinha boas chances de me encaixar direitinho no perfil, isso pouco importa, apesar dele aparentemente compartilhar minha opinião nisso.
Todos trabalhos que já tive até hoje foram por indicação direta ou o empregador entrou em contato direto comigo, através do meu currículo ou qualquer outro meio, sem um processo seletivo, sem uma pessoa no meio tentando filtrar dezenas de candidatos para uma vaga. Eu nunca passei nesses processos. E já passei na FUVEST, assim como sei que posso passar em qualquer teste técnico a que me propuser. Por que não consigo então passar das "dinâmicas em grupo"?
Logo, me perguntando por que, parece que o problema não está, afinal, em mim... É simplesmente um jogo de mentiras que, assim como um namoro, eu nunca me propus a aprender a jogar. A sinceridade é detectada e vista como um ponto negativo, pois alguém que não é sincero não vai citar pontos que não sejam atraentes aos olhos de quem quer que esteja julgando e procurando problemas. Encontrar um problema não é visto como "bom, pelo menos eu sei um pouco melhor com o que estou lidando" mas sim ingenuamente como "xi, este não é perfeito, próximo candidato".
Nessas horas eu gostaria muito de trabalhar em um cargo de selecionar pessoas só para entender melhor como pode ser feito de forma tão errada... Torcendo para que não seja "só isso". Não que seja um problema simples de resolver, mas certamente criar tramas para fingir que está resolvido não ajuda mais que atrapalha, no final das contas, a empresa.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Lûscher test
Your Existing Situation
Works well in cooperation with others. Needs a personal life of mutual understanding and freedom from discord.
Your Stress Sources
Delights in the tasteful, the gracious, and the sensitive, but maintains his attitude of critical appraisal and refuses to be swept off his feet unless genuineness and integrity can be absolutely vouched for. Therefore keeps a strict and watchful control on his emotional relationships as he must know exactly where he stands. Demands complete sincerity as a protection against his own tendency to be too trusting.
Your Restrained Characteristics
Circumstances are forcing him to compromise, to restrain his demands and hopes, and to forgo for the time being some of the things he wants.
Able to achieve satisfaction through sexual activity.
Your Desired Objective
His need to feel more causative and to have a wider sphere of influence makes him restless and he is driven by his desires and hopes. May try to spread his activities over too wide a field.
Your Actual Problem
Intensely critical of the existing conditions which he feels are disorganized or insufficiently clear-cut. Is therefore seeking some solution which will clarify the situation and introduce a more acceptable degree of order and method.
Your Actual Problem #2
The fear that he may be prevented from achieving the things he wants leads him into a relentless search for satisfaction in the pursuit of illusory or meaningless activities.
Works well in cooperation with others. Needs a personal life of mutual understanding and freedom from discord.
Your Stress Sources
Delights in the tasteful, the gracious, and the sensitive, but maintains his attitude of critical appraisal and refuses to be swept off his feet unless genuineness and integrity can be absolutely vouched for. Therefore keeps a strict and watchful control on his emotional relationships as he must know exactly where he stands. Demands complete sincerity as a protection against his own tendency to be too trusting.
Your Restrained Characteristics
Circumstances are forcing him to compromise, to restrain his demands and hopes, and to forgo for the time being some of the things he wants.
Able to achieve satisfaction through sexual activity.
Your Desired Objective
His need to feel more causative and to have a wider sphere of influence makes him restless and he is driven by his desires and hopes. May try to spread his activities over too wide a field.
Your Actual Problem
Intensely critical of the existing conditions which he feels are disorganized or insufficiently clear-cut. Is therefore seeking some solution which will clarify the situation and introduce a more acceptable degree of order and method.
Your Actual Problem #2
The fear that he may be prevented from achieving the things he wants leads him into a relentless search for satisfaction in the pursuit of illusory or meaningless activities.
domingo, 8 de junho de 2008
Kawsay School
Adicionei uma qualificação no meu curriculum hoje. Me formei na "Kawsay School", entre jan de 2005 e jan de 2006. O nome eu inventei, misturando significados do idioma Quíchua, falado pelos incas. Traduzindo: "Escola da Vida".
Afinal, ainda não consegui fazer um toefl, mas já fiz um simulado e tenho um bom score (sem estudar, e sem praticar inglês por pelo menos um ano, fiz 560 de 640, suficiente para ser aceito em basicamente qualquer universidade). E similarmente, se existisse uma forma de me certificar em Tecnologia da Informação, eu certamente teria também uma nota excelente.
Afinal, ainda não consegui fazer um toefl, mas já fiz um simulado e tenho um bom score (sem estudar, e sem praticar inglês por pelo menos um ano, fiz 560 de 640, suficiente para ser aceito em basicamente qualquer universidade). E similarmente, se existisse uma forma de me certificar em Tecnologia da Informação, eu certamente teria também uma nota excelente.
domingo, 1 de junho de 2008
Ano Incrível
Sempre tive alguns sonhos, normais à maioria, perseguidos por poucos... Fazer mágica, descubrir novas misturas químicas, criar jogos eletrônicos, produzir filmes... Também tive vontade de fazer o que todos perseguem como ser jogador de futebol ou basquete, mas nunca aparecer na frente de uma câmera. Nunca quis ser famoso. Reconhecido sim, poder ver grandes feitos que "realizei" também. Mas que o mínimo de pessoas soubessem a respeito. Nunca quis, também, ser especialista em uma coisa só. Talvez isso seja uma indecisão, ou talvez uma decisão burra, mas continua sendo minha opção até hoje. Não tenho uma especialidade.
Mas uma dessas minhas paixões, por tecnologia, me jogou numa ladeira onde comecei a trabalhar profissionalmente com programação em 1998 e não consegui sair da bola de neve que isso fez da minha vida até o começo deste ano de 2008. Na verdade, acho que o processo começou em 1996, com o curso de Processamento de Dados que escolhi, naturalmente, pois era a opção que mais me agradava entre o que podia escolher fazer, e eu já conhecia um bocado a respeito. A questão é que entre 1998 e 2002 eu não sentia problema algum em fazer isso, parecia bom, talvez tenha sido mesmo... Mas meio que repentinamente eu não consegui manter o ritmo e no fundo comecei a adoecer até um limite em que simplesmente não podia trabalhar mais. Olhando pra trás, o meu rendimento nunca foi satisfatório (pro que eu queria) e muito menos valeu a pena (pelos resultados). Engraçado que eu lembro de ter tido que escolher uma senha, em 1998, quando no meu primeiro trabalho, para meu usuário na rede... E, entre letras e números, escolhi "2007", uma senha que gosto de chamar de "senha pública".
Bem, em janeiro de 2007 eu tive um convite para uma entrevista ao emprego em que trabalhei ateh janeiro de 2008. Fui bem em toda parte técnica como de costume. E fiz também uma redação falando de todos problemas que eu tinha com trabalho, em manter o ritmo, acho que até citei os problemas de saúde atuais que me impediram de trabalhar regularmente nos anos anteriores. Eu não estava querendo causar problemas e queria deixar bem claro que estava disposto a tentar mudar tudo, mas totalmente sem esperanças. Por um motivo ou outro, me aceitaram mesmo assim, o que me surpreendeu e de certa forma me animou um pouco. Seria uma vida nova, sozinho, ganhando suficiente pra recomeçar de novo, apesar que ainda um pouco inferior ao meu salário em 2001, e tendo que trabalhar mais. Pois bem, comecei em fevereiro e fui atrás de um lugar pra morar, enquanto me hospedava num hotel pago pela empresa. Um pequeno incentivo que é sempre bem vindo para animar.
Eu já havia antes, enquanto nos EUA, passado por isso. Cidade nova, trabalho novo, busco um lugar, me alojo, arrumo como posso, e vou me adaptando. Passei por isso quando voltei pro Brasil também, desta vez sem uma renda, sem trabalho, em São Paulo, e me arranjei de alguma forma mesmo assim. Não tive maiores problemas até então. Mas desta vez, a cidade que fui parar (Piracicaba, muito bonita por sinal) tinha uma máfia gigante de imobiliárias e não tornava nem um pouco simples alugar um espaço pra morar. Precisava de muitos papéis e documentos que eu não teria menor condição de arranjar, ou um capital absurdo que eu também não possuia. Burocracia na sua pior forma. Procurei em todas. Procurei flats, inexistente. Proprietários, nenhum faria sem a máfia, com medo da falta de proteção do sistema judiciário. A única opção que encontrei por todo tempo que morei lá foi sublocar. Pensões, na maioria das vezes. Por um tempo morei com um amigo do trabalho, mas isso é bem mais pra frente.
Foi buscando esse lugar pra morar que começou algo que eu não esperava acontecer... Afinal, em toda minhas frustradas tentativas, e experiências negativas, somado ao fato de nunca ter parado para buscar, eu continuava sem qualquer tipo de plano ou esforço em direção a conseguir aquilo que a sociedade veria como uma namorada. Eu prefiro imaginar que seria alguém com quem eu não precisaria me preocupar com ciúmes, pra começar, o que por si só já elimina qualquer definição convencional de namoro. Falta um nome pra me fazer entender melhor aqui, eventualmente encontro ou invento um. Antigamente eu me acolhia com amigos, as vezes com amigas, mas esses cresceram e tiveram que assumir papéis sociais que nos distanciaram muito mais do que eu gostaria.
Mas bem, encontrei uma garota de 20 anos que estava também procurando um lugar e se mudando pra cidade. Tentando encurtar um pouco essa parte da histórinha, ela se tornou minha melhor amiga e confidente por cerca de 6 meses. Mas era muito volátil e, na falta de uma palavra melhor, desjuizada. Moramos junto por alguns meses, tentei "namora-la", ela não quis por vários motivos.
Pelo menos pude aprender muito nesse tempo, essa foi certamente a melhor parte. Só por querer tanto ficar junto, apesar de todos pesares, ajudou bastante a melhorar minha auto-estima, eventualmente com algumas atitudes também. Principalmente ao me ajudar, incrivelmente, a ficar com uma outra garota, de 23, com quem troquei pela primeira vez um beijo e na cama. Foi muito bom passar pela experiência. Mas nada disso durou, e tudo se desmanchou muito mais rapidamente do que se formou. A "minha" garota foi pra outra cidade, de volta pro então namorado, possivelmente temendo por algo que eu disse.
Enquanto isso, eu e minha amiga terminamos brigando, nos separamos. Cerca de 2 meses mais tarde ela até admitiu de certa forma que estava errada, e pediu tanto pra eu voltar que tentamos viver juntos de novo por um tempo. Na época eu tinha acabado de ser demitido e ela ofereceu, de certa forma, me ajudar um pouco com custos, mas acho que no fim era só por interesse pois nunca mais voltamos a conversar direito, e ela acabou me trocando pelos novos relacionamentos que já tinha formado, além de rompido com a promessa de novo.
Ela foi uma pessoa que vivia criando problemas e fugindo deles ao mesmo tempo. Gostaria de saber dimensionar melhor se foi bom ou ruim no fim. Teria certamente sido bom se ela simplesmente cumprisse com a palavra. Pra ela, eu acredito que tenha sido bom, afinal, egoísta do jeito que era não tinha como perder algo comigo. Nada de falsa modéstia, não acho que seja algo bom sair perdendo numa relação, mas a verdade é que eu gosto demais das pessoas num geral pra me permitir a hipocrisia de cometer erros que eu jamais gostaria que ocorressem comigo, e pelo menos pude aprender um bocado de como conseguir evitar isso ao mesmo tempo de não me perjudicar tanto no processo. Talvez eu não tenha perdido tanto quanto parece no fim, e ela não tenha saído com o melhor da relação. Talvez.
Nisso, o ano de 2007 já tinha se acabado, assim como tudo que fiz nele já tinha ficado pra trás, com excessão de várias novas amizades, e duas em especial com quem mantenho um certo contato até hoje, apesar da nova distância. Mas essa história fica pra próxima vez que conseguir me insipirar pra escrever de novo.
Espero não ter sido muito inescrupuloso com as palavras... Pois sei de longa data que não consigo me fazer entender direito usando as malditas letras ajuntadas.
Mas uma dessas minhas paixões, por tecnologia, me jogou numa ladeira onde comecei a trabalhar profissionalmente com programação em 1998 e não consegui sair da bola de neve que isso fez da minha vida até o começo deste ano de 2008. Na verdade, acho que o processo começou em 1996, com o curso de Processamento de Dados que escolhi, naturalmente, pois era a opção que mais me agradava entre o que podia escolher fazer, e eu já conhecia um bocado a respeito. A questão é que entre 1998 e 2002 eu não sentia problema algum em fazer isso, parecia bom, talvez tenha sido mesmo... Mas meio que repentinamente eu não consegui manter o ritmo e no fundo comecei a adoecer até um limite em que simplesmente não podia trabalhar mais. Olhando pra trás, o meu rendimento nunca foi satisfatório (pro que eu queria) e muito menos valeu a pena (pelos resultados). Engraçado que eu lembro de ter tido que escolher uma senha, em 1998, quando no meu primeiro trabalho, para meu usuário na rede... E, entre letras e números, escolhi "2007", uma senha que gosto de chamar de "senha pública".
Bem, em janeiro de 2007 eu tive um convite para uma entrevista ao emprego em que trabalhei ateh janeiro de 2008. Fui bem em toda parte técnica como de costume. E fiz também uma redação falando de todos problemas que eu tinha com trabalho, em manter o ritmo, acho que até citei os problemas de saúde atuais que me impediram de trabalhar regularmente nos anos anteriores. Eu não estava querendo causar problemas e queria deixar bem claro que estava disposto a tentar mudar tudo, mas totalmente sem esperanças. Por um motivo ou outro, me aceitaram mesmo assim, o que me surpreendeu e de certa forma me animou um pouco. Seria uma vida nova, sozinho, ganhando suficiente pra recomeçar de novo, apesar que ainda um pouco inferior ao meu salário em 2001, e tendo que trabalhar mais. Pois bem, comecei em fevereiro e fui atrás de um lugar pra morar, enquanto me hospedava num hotel pago pela empresa. Um pequeno incentivo que é sempre bem vindo para animar.
Eu já havia antes, enquanto nos EUA, passado por isso. Cidade nova, trabalho novo, busco um lugar, me alojo, arrumo como posso, e vou me adaptando. Passei por isso quando voltei pro Brasil também, desta vez sem uma renda, sem trabalho, em São Paulo, e me arranjei de alguma forma mesmo assim. Não tive maiores problemas até então. Mas desta vez, a cidade que fui parar (Piracicaba, muito bonita por sinal) tinha uma máfia gigante de imobiliárias e não tornava nem um pouco simples alugar um espaço pra morar. Precisava de muitos papéis e documentos que eu não teria menor condição de arranjar, ou um capital absurdo que eu também não possuia. Burocracia na sua pior forma. Procurei em todas. Procurei flats, inexistente. Proprietários, nenhum faria sem a máfia, com medo da falta de proteção do sistema judiciário. A única opção que encontrei por todo tempo que morei lá foi sublocar. Pensões, na maioria das vezes. Por um tempo morei com um amigo do trabalho, mas isso é bem mais pra frente.
Foi buscando esse lugar pra morar que começou algo que eu não esperava acontecer... Afinal, em toda minhas frustradas tentativas, e experiências negativas, somado ao fato de nunca ter parado para buscar, eu continuava sem qualquer tipo de plano ou esforço em direção a conseguir aquilo que a sociedade veria como uma namorada. Eu prefiro imaginar que seria alguém com quem eu não precisaria me preocupar com ciúmes, pra começar, o que por si só já elimina qualquer definição convencional de namoro. Falta um nome pra me fazer entender melhor aqui, eventualmente encontro ou invento um. Antigamente eu me acolhia com amigos, as vezes com amigas, mas esses cresceram e tiveram que assumir papéis sociais que nos distanciaram muito mais do que eu gostaria.
Mas bem, encontrei uma garota de 20 anos que estava também procurando um lugar e se mudando pra cidade. Tentando encurtar um pouco essa parte da histórinha, ela se tornou minha melhor amiga e confidente por cerca de 6 meses. Mas era muito volátil e, na falta de uma palavra melhor, desjuizada. Moramos junto por alguns meses, tentei "namora-la", ela não quis por vários motivos.
Pelo menos pude aprender muito nesse tempo, essa foi certamente a melhor parte. Só por querer tanto ficar junto, apesar de todos pesares, ajudou bastante a melhorar minha auto-estima, eventualmente com algumas atitudes também. Principalmente ao me ajudar, incrivelmente, a ficar com uma outra garota, de 23, com quem troquei pela primeira vez um beijo e na cama. Foi muito bom passar pela experiência. Mas nada disso durou, e tudo se desmanchou muito mais rapidamente do que se formou. A "minha" garota foi pra outra cidade, de volta pro então namorado, possivelmente temendo por algo que eu disse.
Enquanto isso, eu e minha amiga terminamos brigando, nos separamos. Cerca de 2 meses mais tarde ela até admitiu de certa forma que estava errada, e pediu tanto pra eu voltar que tentamos viver juntos de novo por um tempo. Na época eu tinha acabado de ser demitido e ela ofereceu, de certa forma, me ajudar um pouco com custos, mas acho que no fim era só por interesse pois nunca mais voltamos a conversar direito, e ela acabou me trocando pelos novos relacionamentos que já tinha formado, além de rompido com a promessa de novo.
Ela foi uma pessoa que vivia criando problemas e fugindo deles ao mesmo tempo. Gostaria de saber dimensionar melhor se foi bom ou ruim no fim. Teria certamente sido bom se ela simplesmente cumprisse com a palavra. Pra ela, eu acredito que tenha sido bom, afinal, egoísta do jeito que era não tinha como perder algo comigo. Nada de falsa modéstia, não acho que seja algo bom sair perdendo numa relação, mas a verdade é que eu gosto demais das pessoas num geral pra me permitir a hipocrisia de cometer erros que eu jamais gostaria que ocorressem comigo, e pelo menos pude aprender um bocado de como conseguir evitar isso ao mesmo tempo de não me perjudicar tanto no processo. Talvez eu não tenha perdido tanto quanto parece no fim, e ela não tenha saído com o melhor da relação. Talvez.
Nisso, o ano de 2007 já tinha se acabado, assim como tudo que fiz nele já tinha ficado pra trás, com excessão de várias novas amizades, e duas em especial com quem mantenho um certo contato até hoje, apesar da nova distância. Mas essa história fica pra próxima vez que conseguir me insipirar pra escrever de novo.
Espero não ter sido muito inescrupuloso com as palavras... Pois sei de longa data que não consigo me fazer entender direito usando as malditas letras ajuntadas.
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